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12/05/2010 - 12h50

Menino sobrevive a acidente aéreo em que 103 pessoas morreram

Javier García.

Argel, 12 mai (EFE).- Uma criança holandesa de dez anos foi a única sobrevivente do acidente hoje com um Airbus A330 da companhia líbia Afriqiyah Airways pouco antes de aterrissar no aeroporto de Trípoli e no qual morreram os outros 103 ocupantes da aeronave, 92 passageiros e 11 tripulantes.

O avião, procedente de Johanesburgo, foi praticamente desintegrado, com uma só parte da fuselagem traseira reconhecível. Restos da aeronave divididos em milhares de fragmentos ficaram espalhados em um raio de várias dezenas de metros em uma área arborizada nas imediações do aeroporto, como comprovam as imagens do local do acidente divulgadas pela televisão estatal líbia.

Fora de perigo, o menino está internado em um hospital em Trípoli, afirmou o ministro dos Transportes líbio, Mohammed Zidane, que anunciou que 96 corpos já foram localizados, da mesma forma que as caixas-pretas da aeronave.

A criança está sendo operada devido a fraturas causadas pelo acidente sob acompanhamento de um membro da Embaixada da Holanda em Trípoli, segundo um porta-voz do Ministério de Exteriores holandês.

Horas depois da tragédia, a Associação Automobilística e Turística Holandesa (ANWB) confirmou à Agência Efe que no avião viajavam 62 cidadãos holandeses que faziam parte de dois grupos de turistas que retornavam de uma viagem à África do Sul e entre os quais havia duas crianças.

Todos, salvo o pequeno de dez anos, morreram no acidente, segundo a mesma fonte.

Vários passageiros do avião faziam escala em Trípoli antes de fazer conexão para o aeroporto londrino de Gatwick por isso acredita-se que pode haver britânicos entre os mortos, além de líbios e sul-africanos.

Os 11 tripulantes do avião eram de origem líbia. O Airbus A330, com número de voo 8U711, caiu por volta das 6h no horário local (1h em Brasília), "momentos antes de aterrissar", conforme o comunicado da companhia, por causas ainda desconhecidas, embora o ministro de Transportes líbio tenha descartado a hipótese de atentado terrorista.

As condições meteorológicas eram boas hoje em Trípoli e as imagens da televisão líbia comprovaram que o avião não caiu na pista do aeroporto, mas em uma área próxima onde há árvores e vegetação rasteira.

As imagens, nas quais apareciam vários membros das equipes de emergência com máscaras entre pedaços de fuselagem e restos dos assentos do avião, também não mostraram sinais de carbonização ou outros que apontem para uma explosão da aeronave antes de cair.

A companhia líbia Afriqiyah Airways foi criada em 2001 com o objetivo ligar o continente africano à Europa, à Ásia e ao Oriente Médio.

Trata-se de uma companhia aérea de baixo custo, de propriedade do Estado líbio, com uma frota de aeronaves relativamente moderna, que costuma fazer escala em Trípoli a partir de vários países africanos antes de viajar para outras cidades europeias e asiáticas.

O Governo líbio criou uma célula de crise para atender e informar aos familiares das vítimas. Todos estão sendo conduzidos para um hotel próximo ao aeroporto.

De acordo com uma fonte de Aviação Civil líbia, vários aviões aterrissaram no aeroporto de Trípoli nos momentos anteriores e posteriores ao acidente sem problemas, nem dificuldades.

A mesma fonte assinalou que o acidente não produziu outras vítimas nem danos materiais. A aeronave era nova e havia sido entregue à companhia líbia em setembro de 2009.

Afriqiyah Airways anunciou a primeira hora desta tarde o fim das operações de busca e indicou que as vítimas foram levadas para vários hospitais da capital.

Trata-se do segundo acidente aéreo mais grave ocorrido na Líbia nos últimos 20 anos.

Em 22 de dezembro de 1992, os 158 ocupantes, entre eles inúmeros estrangeiros, de um Boeing 727 da companhia aérea líbia morreram na queda de um avião em um voo entre Benghazi e Trípoli.

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