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12/05/2010 - 16h26

Obama e Karzai ressaltam boas relações e reafirmam retirada dos EUA do país

Macarena Vidal.

Washington, 12 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e seu colega afegão, Hamid Karzai, ressaltaram hoje as boas relações de seus países e seu acordo na estratégia geral, embora reconheçam "diferenças" que julgam que foram "exageradas".

Os dois líderes se reuniram hoje por mais de uma hora em um encontro bilateral no Salão Oval da Casa Branca. Depois disso participaram de uma entrevista coletiva e seguiram conversando em um almoço de trabalho.

Na entrevista os dois governantes trocaram palavras amigáveis, contrastando com a frieza das relações desde o pleito presidencial no Afeganistão ano passado em que Karzai ganhou em meio a denúncias de fraude.

Ambos colocaram ênfase no fato de que compartilham uma estratégia comum para a luta contra o movimento talibã e a rede Al Qaeda.

Obama considerou as informações sobre diferenças com o Afeganistão "exageradas" e indicou que a relação é baseada no "respeito mútuo". "É claro que sempre haverá revezes, mas ambos compartilhamos uma estratégia", disse.

A visita de Karzai a Washington, que começou na segunda-feira passada, representa "uma reafirmação da amizade", indicou Obama.

Por sua vez, o presidente afegão admitiu que as relações entre os dois países registraram "altos e baixos", mas assegurou que são "sólidas" e compartilham o objetivo de conseguir um melhor futuro para o Afeganistão
As declarações tentam minimizar as tensões existentes entre os dois países, que divergem seriamente em assuntos como a luta contra a corrupção, as vítima civis em ataques das forças aliadas e a aproximação de Cabul com o Irã.

Na entrevista coletiva, o presidente americano também defendeu a estratégia que apresentou em novembro para o Afeganistão e Paquistão, que prevê o envio de mais de 30 mil soldados neste ano e o começo da retirada a partir de julho do próximo ano.

Obama ressaltou que os dois países "seguem caminhando" para começar a retirada em julho de 2011, apesar de admitir que nos próximo meses devem haver "combates duros".

Após a ofensiva em Marja, lançada em fevereiro, espera-se que as tropas aliadas, junto às afegãs, lancem uma campanha contra o reduto talibã em Kandahar a partir do próximo mês.

"Não se pode negar o progresso obtido na campanha militar, mas também não se podem negar os desafios muito sérios que o Afeganistão encara", destacou o presidente americano.

O começo da retirada, ressaltou, não quer dizer que os EUA vão abandonar o Afeganistão. "Seguiremos destinando recursos após julho para assegurar que esse país se mantenha seguro e governável", acrescentou.

"Estamos alcançando progressos lentos, mas seguros. Não vamos solucionar tudo da noite para o dia, mas nossos soldados podem estar seguros que seus sacrifícios tem como resultado que cada vez mais o território afegão está sob controle do Governo e menos do talibã", disse Obama.

Karzai deve continuar em Washington amanhã onde deve participar de uma série de reuniões com a secretária de Estado, Hillary Clinton, com quem já se encontrou na terça-feira, e com membros do Congresso.

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