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15/05/2010 - 05h26 / Atualizada 15/05/2010 - 05h27

BP: acidente no Golfo do México não acabará com exploração em águas profundas

Londres, 15 mai (EFE).- O executivo-chefe de British Petroleum (BP), Tony Hayward, disse neste sábado que o desastre causado pelo vazamento de petróleo no Golfo do México não vai causar o fim das explorações de petróleo em águas profundas.

Em declarações à "BBC", Hayward afirmou que o vazamento não deve resultar na proibição destas explorações, "assim como o 'Apollo 13' (ônibus espacial que se acidentou) não causou o fim do programa especial nem os acidentes de avião graves evitaram que as pessoas voem".

Hayward admitiu, no entanto, que a gigantesca fuga de petróleo causada pela explosão em uma plataforma petrolífera em abril deve ser "um evento transformador para a prospecção e para as atividades de produção em águas profundas de todo o mundo, em particular nas águas profundas dos Estados Unidos".

"Quando há um acidente como esse, é claro que devemos esperar mudanças significativas como consequência. O que temos que fazer é assegurar que as mudanças sejam centradas no risco que corremos", acrescentou o diretor da BP.

Sobre a veemência do presidente dos EUA, Barack Obama, que anunciou nesta sexta-feira o final da "cômoda relação" com as petrolíferas, Hayward disse "entender e compartilhar o sentimento de urgência do presidente" por conta da demora na reparação do vazamento.

"A BP trabalha diretamente com cientistas e engenheiros de toda a indústria petrolífera, com agências do Governo e com as autoridades locais do litoral do Golfo para fazer tudo o que está em nossas mãos para deter o fluxo de petróleo, eliminá-lo da superfície marinha e proteger a costa", assegurou.

Hayward também destacou que as permissões concedidas pelo Governo dos EUA para explorar em águas profundas são tão estritas como em qualquer outra parte do mundo, e pediu para que as pessoas aguardem a investigação final do acidente para tirar conclusões.

Onze pessoas morreram na explosão que destruiu em 20 de abril a plataforma "Deepwater Horizon", propriedade da companhia Transocean, que operava para a BP o poço afetado em águas do Golfo do México, a 77 quilômetros do litoral do estado americano da Louisiana.

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