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15/05/2010 - 01h17 / Atualizada 15/05/2010 - 01h35

Confrontos na Tailândia deixam 16 mortos em dois dias

(atualiza o número de feridos)
Bangcoc, 15 mai (EFE).- Os manifestantes antigovernamentais e soldados tailandeses mantiveram confrontos durante esta sexta-feira no entorno do centro comercial de Bangcoc em uma jornada de violência que causou 16 mortes e mais de 160 feridos desde quinta.

A maior parte dos conflitos aconteceu no acesso norte da zona ocupada pelos manifestantes, onde grupos de rebeldes atiraram pedras e bombas incendiárias contra os locais ocupados pelas tropas.

Fontes militares estimaram que cerca de quinhentos "camisas vermelhas" continuam provocando os soldados em determinados pontos da capital e consideram que a situação de momento é "tensa".

Em um incidente ocorrido durante a noite, soldados abriram fogo contra uma caminhonete quando ela avançou sobre um controle de segurança. Os três passageiros da caminhonete ficaram feridos.

O Centro de Emergências Erawan, que coordena a assistência nos hospitais de Bangcoc, indicou que 15 pessoas morreram nos distúrbios ocorridos na sexta-feira e outra na quinta-feira durante as primeiras horas da operação empreendida pelo Exército para retirar os milhares de manifestantes entrincheirados no coração comercial da metrópole.

Três jornalistas, um deles de nacionalidade canadense que trabalha para a rede de televisão francesa "France 24" e outros dois tailandeses de diferentes veículos, foram feridos por balas.

A onda de violência começou na quinta-feira quando o assessor militar da frente antigovernamental, o general rebelde Khattiya Sawasdipol, foi atingido por um disparo, aparentemente realizado por um franco-atirador. Segundo os médicos, ele está em coma profundo.

Os confrontos mais violentos aconteceram na sexta-feira na entrada do bairro de Bokai e na região de Suam Lum, uma das mais visitadas pelos turistas, que praticamente desapareceram após nove semanas seguidas de protestos.

Cerca de 20 "camisas vermelhas" foram detidos pelas tropas governamentais que dispararam munição real, balas de borracha e gás lacrimogêneo sobre os grupos que atiravam pedras e outros objetos.

Antes que o Exército conseguisse isolar quase totalmente o acampamento, grupos de manifestantes e soldados das forças de segurança se enfrentaram também em outras áreas situadas além do contorno de zona comercial.

Os confrontos entre camisas vermelhas, alguns deles armados com pistolas, chegaram até o distrito financeiro que fica junto a um dos extremos da área sob controle dos partidários da frente antigovernamental, onde foram detonadas pelo menos três granadas.

Durante o dia, dezenas de grupos de manifestantes pressionaram os pelotões de soldados, postados nos acessos ao acampamento dos "camisas vermelhas", que tem aproximadamente três quilômetros quadrados e é protegido por barricadas feitas com pneus, bambu e arame farpado.

Os camisas vermelhas são partidários do ex-líder Thaksin Shinawatra, deposto pelos militares em 2006 e posteriormente condenado à revelia a dois anos de prisão por corrupção.

O Governo do atual primeiro-ministro e líder do Partido Democrata, Abhisit Vejjajiva, retirou esta semana sua proposta de realizar eleições em novembro, quando os cabeças do movimento de manifestantes retrocederam em seu compromisso inicial de abandonar o protesto.

Segundo o ministro da Defesa, geral Prawit Wonsuwon, a operação militar quer pressionar os "camisas vermelhas" para que retornem à mesa de negociações com o Governo.

Desde que os protestos em Bangcoc começaram, há cerca de dois meses, 37 pessoas morreram e cerca de 1.400 ficaram feridas em explosões de granadas, outros artefatos e enfrentamentos entre as tropas e os manifestantes que desejam a queda do Executivo.

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