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15/05/2010 - 07h14 / Atualizada 15/05/2010 - 07h22

Obama diz que reforma financeira ajudará a evitar novas crises


Em Washington

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste sábado que a reforma financeira discutida pelo Congresso vai acabar com os excessos das grandes instituições e ajudará a evitar futuras crises econômicas.

Em seu habitual discurso dos sábados, Obama apontou que seu projeto de reforma levará benefícios a todos os americanos, sobretudo às pequenas empresas que foram particularmente prejudicadas pela crise.

Ao explicar os princípios da reforma, Obama disse que sua responsabilidade não é só assegurar que o país se recupere da recessão, "mas também garantir que nunca mais volte a acontecer uma crise econômica como esta que causou a recessão".

O líder disse que o avanço do projeto foi pequeno nas últimas semanas, pois aconteceram discussões sobre aspectos técnicos "e muita retórica, às vezes enganosa, por parte daqueles que se opõem".

Segundo o presidente, os questionamentos técnicos e essa retórica complicaram o significado da reforma para "o americano pobre", vítima dos abusos das empresas financeiras e das emissoras de cartões de crédito.

Em seu discurso dirigido a essa parcela, Obama assegurou que a reforma "representa as maiores proteções para o consumidor financeiro na história".

Essa reforma, segundo o presidente, "ajudará a acabar com as práticas destruidoras e neutralizará pessoas que fazem empréstimos inescrupulosos para ajudar a assegurar o futuro financeiro de sua família".

Ainda de acordo com o Obama, a legislação também ajudará os pequenos bancos comunitários que estão em desvantagem devido às práticas inescrupulosas de seus grandes concorrentes.

"A reforma oferecerá igualdade de condições ao garantir que todas as instituições financeiras, não só os bancos comunitários, estejam sujeitas a uma supervisão estrita", indicou.

Obama, que pediu o apoio de republicanos e democratas para a reforma, disse que, com a reforma, o sistema financeiro será mais transparente ao revelar os detalhes de negociações complexas que impulsionaram a crise.

O presidente argumentou ainda que, uma vez promulgado o projeto, os bancos não poderão assumir riscos que podem levá-los ao colapso ameaçando com sua queda a toda a economia.

Em discurso simultâneo, o congressista republicano John Boehner acusou o Governo Obama de desencadear o endividamento do país e advertiu que em poucos anos a situação poderia ser igual à da Grécia.

Boehener afirmou que quando o chefe de Estado assumiu, em janeiro do ano passado, a dívida nacional era de US$ 2 trilhões, e agora a cifra chega a US$ 12,9 trilhões.

"Em mais dois anos, segundo os cálculos do próprio presidente, nossa dívida nacional superará o tamanho de toda nossa economia. E a menos que mudemos o curso, nossa dívida chegará aos níveis atuais da Grécia", assinalou.

No momento, "estamos vendo na Europa o que ocorre quando se perde o controle da dívida, como isso derruba a confiança dos consumidores, indústrias e pequenas empresas e como cria um obstáculo insuperável para a recuperação econômica", concluiu.

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