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16/05/2010 - 03h57 / Atualizada 16/05/2010 - 04h00

Cinco pessoas morrem em aparente ataque dos EUA no Paquistão

Islamabad, 16 mai (EFE).- Pelo menos cinco pessoas morreram em um ataque com mísseis de um avião não tripulado dos Estados Unidos na região tribal paquistanês de Jaiber, o primeiro do que se tem notícia nesta região estratégica, segundo informaram hoje fontes oficiais, alguma das quais não descartou que se tratasse de outro tipo de ataque.

Segundo fontes administrativas e de inteligência citadas pelos canais de televisão "Geo" e "Dawn", entre cinco e 15 pessoas morreram neste ataque, perpetrado ontem à noite no distrito de Landi Kotal, considerado um reduto da organização Lashkar-e-Islam (LeI), alinhada com os talibãs.

O chefe administrativo de Jaiber, Shafirula Khan, disse à "Dawn" que tinha informações "contraditórias" sobre se se tratava de uma bomba colocada na estrada, um ataque de um avião espião dos EUA ou um combate entre membros do LeI e de outros grupos fundamentalistas.

Mas no terreno fontes oficiais e de inteligência, sob condição de anonimato, asseguraram aos meios de imprensa que um "Predator" americano lançou dois mísseis contra uma casa e dois caminhões repletos de insurgentes.

O Paquistão não reconhece publicamente os ataques com mísseis dos EUA em seu território por temor a uma reação negativa de sua população, mas existe um pacto tácito para efetuá-los e desde a chegada de Barack Obama à Casa Branca sua frequência aumentou e já são feitos uma média de dois ou três por semana.

Apesar de a região tribal do Waziristão do Norte, um reduto talibã, ser constantemente atacada pelos aviões dos EUA, jamais vazou a informação para a imprensa de um ataque deste tipo em Jaiber, onde fica a principal passagem estratégica entre Paquistão e Afeganistão, algo que alimenta a confusão em torno do fato.

Obama decidiu dar um impulso ao programa de ataques com mísseis de aviões espião, uma espécie de "guerra encoberta" contra a insurgência talibã e a rede terrorista Al Qaeda nas zonas tribais paquistaneses, onde Washington não tem tropas regulares desdobradas.

O segredo ao redor destes ataques, pelo menos nos círculos oficiais já que a imprensa dá conta deles, faz com que nunca se fale de vítimas civis e na maioria das vezes se desconheça a identidade dos mortos.

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