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19/05/2010 - 15h10 / Atualizada 19/05/2010 - 15h50

Obama reitera apoio a uma reforma migratória exaustiva

Washington, 19 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reiterou hoje seu apoio a uma reforma migratória exaustiva, que considera que "pode e deve" ser levada adiante no Congresso, em uma entrevista coletiva na qual seu colega mexicano, Felipe Calderón, criticou duramente a lei do Arizona.

Os líderes se reuniram hoje por cerca de duas horas no Salão Oval da Casa Branca para abordar assuntos como imigração, luta contra o narcotráfico e relações comerciais, na primeira visita de Estado de Calderón a Washington em seus três anos e meio de mandato.

As questões relacionadas com a fronteira dominaram boa parte das conversas e o presidente mexicano aproveitou para criticar a lei estadual do Arizona que transforma ser imigrante ilegal em crime.

"Rejeitamos a criminalizacão da imigração", assegurou Calderón, ao reiterar sua "condenação firme" à lei do Arizona.

O presidente do México disse que seu país respeita o poder dos EUA de aprovar as leis que lhe pareçam convenientes, mas neste caso a lei do Arizona pode causar discriminação.

Para Obama essa lei representa "uma expressão mal encaminhada da frustração sobre nosso sistema fracassado de imigração".

Após dizer que entende o mal-estar gerado no país vizinho, ele lembrou que deu instruções a seu Departamento de Justiça para que examine as implicações da medida, especialmente sobre os direitos civis.

Obama afirmou que o que evitará que se repitam medidas assim em outros estados é uma reforma migratória exaustiva de modo que se possa contar com uma "imigração ordenada e segura".

Nesta reforma, disse, deverão ser incluídos elementos como sanções aos patrões que contratem trabalhadores ilegais e uma via para a legalização dos imigrantes ilegais que passe primeiro pelo pagamento de multas e a aprendizagem de inglês.

"Acho que se aprovamos algo assim medidas como a do Arizona serão menos prováveis", afirmou Obama, que lembrou que para conseguir isso é necessário o apoio no Congresso tanto de democratas como de republicanos.

"Não tenho atualmente 60 votos no Senado", o mínimo necessário para evitar possíveis vetos à medida, lembrou o presidente americano. Ele disse que não espera "contar com todos os votos republicanos", mas precisa de "alguma ajuda" desse partido para poder levar a medida adiante.

Calderón, por sua vez, também tem a responsabilidade de criar condições econômicas em seu país que reduzam a necessidade de emigrar.

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