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24/05/2010 - 16h34 / Atualizada 24/05/2010 - 16h50

Farc matam 9 militares e preocupam Colômbia às vésperas das eleições

Miriam Burgués.

Bogotá, 24 mai (EFE).- O pior ataque das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) durante a campanha eleitoral na Colômbia, que causou a morte de nove militares da Marinha, outros dois feridos e um desaparecido, deixou hoje o país em estado de alerta, a uma semana das eleições presidenciais.

Em nota divulgada hoje em seu site, a Marinha colombiana anunciou que o ataque, ocorrido neste domingo no departamento do Caquetá (sul), aconteceu supostamente durante uma emboscada das Farc a uma patrulha da Marinha, confirmou à imprensa em Bogotá o almirante Edgar Augusto Cely.

A patrulha foi ao local após receber informações sobre um suposto esconderijo próximo ao município de Solano com explosivos e armamentos preparados pelas Farc para cometer atentados durante campanha eleitoral, detalhou Cely.

Segundo as primeiras investigações, naquele momento ocorreu a emboscada, atribuída a um grupo das Farc, que têm forte presença no departamento de Caquetá e outras regiões do sul do país.

Os dois militares feridos foram levados a um hospital de Florencia, capital desse departamento. Ainda há equipes de busca na área do ataque, em plena selva, para resgatar os corpos das nove vítimas e encontrar um militar que continua desaparecido.

Nos últimos dias, as forças de segurança colombianas desativaram vários carros-bomba pertencentes aparentemente às Farc, o último deles ontem em uma estrada do departamento de Arauca (leste), na fronteira com a Venezuela.

Esses fatos, que se unem ao estado de alerta máximo da Polícia em vários departamentos, coincidem com o início de uma semana de reflexão depois de os candidatos fazerem ontem seus últimos comícios públicos, uma semana antes das eleições, conforme determina a legislação colombiana.

Nas eleições do próximo domingo, a principal disputa será entre o governista Juan Manuel Santos e o candidato pelo Partido Verde, Antanas Mockus. Segundo as pesquisas de opinião, os dois devem se enfrentar novamente em um provável segundo turno, em 20 de junho.

A Missão de Observação Eleitoral (MOE), uma ONG colombiana que monitora e analisa a campanha eleitoral no país, alertou dias atrás que as ações armadas das guerrilhas das Farc e do Exército de Libertação Nacional (ELN) aumentaram nas últimas semanas e poderiam afetar o pleito de domingo.

O ministro da Defesa, Gabriel Silva, informou também sobre um suposto plano das Farc no qual guerrilheiros disfarçados de policiais cometeriam ações terroristas no dia das eleições.

Para reforçar a segurança nessa reta final da campanha, as autoridades iniciaram a mobilização de 350 mil militares e policiais em todo o país.

Também foi reforçada a proteção aos candidatos à Presidência e especialmente do candidato Gustavo Petro, do esquerdista Polo Democrático Alternativo (PDA), que disse ontem ter sido ameaçado de morte pelas Farc.

Em seu relatório apresentado na sexta-feira passada, a MOE sustenta que, não só pelas ações armadas das guerrilhas, mas também a intervenção política do Governo poderia prejudicar as eleições de domingo que vem.

Por isso, o procurador-geral da Colômbia, Alejandro Ordóñez, chamou recentemente a atenção do presidente Uribe por intervir "de maneira reiterada" em favor de Santos.

O presidente colombiano hoje voltou a pedir de maneira tácita o voto para o candidato governista do Partido do U e ex-ministro da Defesa em seu Governo, durante uma entrevista à emissora "Todelar".

Uribe usou uma metáfora para expressar seu apoio a Santos. Segundo o presidente, não convém mudar a "galinha" pelos "ovos de ouro" deixados por sua gestão e que são, segundo ele, a segurança, o investimento e a política social.

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