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25/05/2010 - 11h55 / Atualizada 25/05/2010 - 12h03

Aliança de Civilizações defenderá que convivência é possível

Brasília, 25 mai (EFE).- O 3º Fórum da Aliança de Civilizações vai insistir nesta semana no Rio de Janeiro em que a convivência e a tolerância podem ajudar a superar conflitos, disse o coordenador brasileiro da reunião, José Augusto Lindgren Alves.

"Os problemas culturais, assim como a recusa de aceitar as diferenças, são e sempre foram universais, mas hoje se agravaram porque todas as sociedades são multiculturais e têm uma infinidade de grupos de origens diferentes", declarou em entrevista à Agência Efe o diplomata brasileiro.

Entre a próxima quinta-feira e sábado, o 3º Fórum da Aliança de Civilizações reunirá no Rio de Janeiro dez chefes de Estado e de Governo, incluindo o anfitrião Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, quem em 2004 propôs a iniciativa no marco das Nações Unidas.

Já confirmaram presença os presidentes da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner; Bolívia, Evo Morales; Eslovênia, Danilo Turk; Senegal, Abdoulaye Wade; Cabo Verde, Pedro Pires, e Timor-Leste, José Ramos-Horta, assim como os primeiros-ministros da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e Portugal, José Sócrates.

Além disso, estará presente o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, quem apoiou a incorporação da Aliança de Civilizações à agenda oficial da Assembleia Geral do organismo.

Alves destacou que a Aliança de Civilizações, apesar de ter sido vista no início como uma proposta "quase filosófica", cresceu. Ao Rio de Janeiro devem comparecer 120 representantes de Governo.

"O fato de que cada vez mais Estados estejam aderindo à Aliança é uma prova de que há uma maior consciência e intenção (pelo menos declarada) de encontrar meios para que as culturas se entendam e tenham um melhor conhecimento mútuo", disse o coordenador do fórum.

Na opinião de Alves, esse conhecimento pode ajudar a "impedir a formação de estereótipos capazes de criar conflitos e arrastar pessoas, grupos sociais ou Governos ao fanatismo".

Segundo o diplomata, a Aliança não acabará com os fanatismos, nem com o fundamentalismo, mas pode servir para construir pontes entre diferentes culturas e atenuar conflitos mediante uma simples mensagem: "a convivência e a tolerância são possíveis".

"Não podemos obrigar às pessoas a gostarem umas das outras ou a todas pensarem da mesma forma, mas podemos promover a tolerância, o respeito e a convivência pacífica como valores fundamentais para a vida nas sociedades locais e globais", justificou.

Os debates do 3º fórum da Aliança de Civilizações terão quatro grandes eixos temáticos: Juventude, Educação, Meios de Comunicação e Migrações.

Em relação ao último ponto, Lindgren Alves considerou que resume boa parte das intenções da iniciativa, pois a rejeição aos imigrantes em tempos de crise econômica gera boa parte dos conflitos dos países mais ricos e impacta diretamente nos mais pobres.

"A Aliança não resolverá todos esses assuntos, mas tem condições de dizer a alguns países que há coisas erradas", "existem contradições que muitas vezes se transformam até em legislações e, de uma ou outra maneira, estimulam a intolerância", disse o diplomata.

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