UOL Notícias Notícias
 
25/05/2010 - 19h14 / Atualizada 25/05/2010 - 19h20

Lugo diz que ofensiva contra guerrilha continuará no Paraguai

Assunção, 25 mai (EFE).- O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, assegurou hoje que não descansará até que os integrantes do grupo armado de esquerda que atua no norte do país sejam presos, um dia depois de encerradas as operações de 30 dias para capturá-los.

O estado de exceção havia sido declarado em 24 de abril passado para que tropas militares e policiais detivessem os membros do chamado Exército do Povo Paraguaio (EPP), mas nenhum dos cerca de 20 líderes do grupo foi capturado.

"O EPP é um inimigo da democracia no Paraguai e não nos cansaremos até derrotá-lo, até capturar todos os seus integrantes", assegurou Lugo durante o balanço que fez sobre as operações, tachadas de "fracasso" e "decepção" por setores da oposição.

O presidente disse que a captura deles não acontecerá em meses, mas deve fazer parte de uma campanha operacional sustentada e resistente a adversidades.

Segundo ele, as forças policiais seguirão com a presença crescente na zona norte do país, e as forças militares reforçarão suas unidades.

Lugo fez um balanço sobre as operações dos últimos 30 dias em Concepción, ao norte de Assunção e onde opera o EPP, que, segundo a Promotoria, foi instruído pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para realizar sequestros e outros crimes.

No período, em que houve vários distúrbios e um tiroteio entre policiais e militares, foram detidas cerca de 100 pessoas que contavam com ordem de captura, mas cuja possível ligação com o EPP não pôde ser comprovada até o momento.

A medida de segurança vigorou nos departamentos (estados) de Amambay, Concepción, San Pedro, Presidente Hayes e Alto Paraguay.

Grupos de criadores de gado e produtores agrícolas, cujas fazendas foram saqueadas ou sofreram algum tipo de ataque atribuído ao EPP, foram os únicos a exigir a extensão da medida por mais 30 dias, como prevê a Constituição, enquanto o Governo decidiu dar por concluído o estado de exceção.

A medida foi tomada após a morte, em 21 de abril passado, de um agente e três civis em uma emboscada atribuída ao EPP numa fazenda de criação de gado em Arroyito, 380 quilômetros ao norte de Assunção.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h58

    -0,53
    3,128
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    -0,28
    75.389,75
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host