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26/05/2010 - 17h17 / Atualizada 26/05/2010 - 17h28

Ahmadinejad pede a Obama que aceite acordo feito com Brasil e Turquia

Teerã, 26 mai (EFE).- O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, pediu hoje ao presidente americano, Barack Obama, que aceite o acordo de troca assinado com Brasil e Turquia, para ele uma "última oportunidade".

Em declarações divulgadas nesta quarta-feira pela agência sindical de notícias "Ilna", o presidente do Irã também advertiu a Rússia e União Europeia (UE) que o citado pacto não dará espaço a nenhum tipo de desculpa.

"Obama deve levar em conta que a declaração de Teerã representa uma oportunidade histórica para que demonstre seu respeito aos direitos das nações e não repita os erros cometidos por seus antecessores", afirmou.

"E deve saber que, se não aproveitar esta oportunidade, os iranianos não estarão dispostos a lhe dar outra. Buscamos relações justas com o mundo, porque achamos que as relações internacionais atuais não são assim", continuou Ahmadinejad, em discurso na província de Kerman.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, conseguiram há alguns dias que o Irã aceitasse um compromisso por escrito para trocar na Turquia uma parte de seu urânio pouco enriquecido por combustível nuclear.

A proposta foi enviada formalmente na segunda-feira à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Se for aceita, o regime iraniano deverá enviar no prazo de um mês 1.200 quilos do citado urânio à Turquia e receberá um ano depois 120 quilogramas de urânio enriquecido a 20%.

Tanto o Brasil como a Turquia consideram o acordo um primeiro passo para a construção da confiança mútua entre o Irã e os países que lhe acusam de esconder, sob um programa nuclear civil, outro cujo objetivo seria a aquisição de armamento.

"A declaração nuclear é uma oportunidade para EUA, Rússia e alguns países europeus. Se eles realmente querem cooperação, devem atuar em consequência e levar em conta que demos um passo muito importante. Não há desculpas", reiterou.

O líder iraniano apelou diretamente ao presidente russo, Dmitri Medvedev, a quem sugeriu que "revise suas declarações e suas políticas pouco amigáveis com o Irã".

"Hoje em dia, é difícil para nós achar uma explicação à atitude de Medvedev com relação ao povo iraniano. O povo não sabe se (os russos) são amigos, se nos apoiam, ou são outra coisa", assinalou.

"Se eu fosse o presidente russo, pensaria mais na hora de fazer comentários ou tomar decisões sobre assuntos relativos à nação iraniana", acrescentou.

Ahmadinejad lembrou, igualmente, que seu país pediu combustível nuclear à AIEA para um reator científico em Teerã e ressaltou que o organismo tem "a obrigação" legal de fornecê-lo.

"Temos um reator em Teerã que produz remédios. Cerca de 800 mil pessoas utilizam esses remédios a cada ano. Há 25 anos, já compramos urânio enriquecido a 20% da Argentina para uso nesse reator. Hoje, está se esgotando", ressaltou.

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