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26/05/2010 - 20h24 / Atualizada 26/05/2010 - 20h50

AI acusa Israel de vários crimes contra palestinos

Londres, 26 mai (EFE).- A Anistia Internacional (AI) acusou hoje Israel de vários crimes contra palestinos, como lançar fósforo branco sobre regiões povoadas na Faixa de Gaza, restringir a liberdade de movimento na Cisjordânia e continuar com o desalojamento de famílias em Jerusalém Oriental, enquanto ampliou as colônias judaicas.

O relatório da AI apresentado hoje em Londres analisa o estado dos direitos humanos no mundo em 2009 e indica que o Exército israelense "lançou reiterada e indiscriminadamente fósforo branco sobre áreas residenciais palestinas densamente povoadas, matando e ferindo civis".

Estes ataques aconteceram durante a ofensiva a Gaza entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009, na qual morreram 1.380 palestinos e 13 israelenses.

"Muitos destes ataques foram desproporcionais e indiscriminados", disse a AI, que cita como exemplo casos de famílias palestinas mortas durante bombardeios com fósforo branco.

O relatório denunciou ainda que soldados israelenses usaram civis palestinos como "escudo humano" durante a ofensiva contra a Faixa de Gaza.

Além disso, lembrou que a "persistência em 2009 do bloqueio militar israelense a Gaza", em vigor desde junho de 2007, "continuou tendo devastadores efeitos na segurança alimentar, nos serviços de saúde e na infraestrutura civil".

A AI também criticou o Estado judeu por restringir a liberdade de movimento na Cisjordânia, com o muro de "700 quilômetros que separa os palestinos de suas terras, seus locais de trabalho e seus familiares, o que se soma aos longos toques de recolher e aos aproximadamente 600 controles de segurança" na região.

O relatório censurou ainda "o descumprimento por Israel de suas obrigações" como potência ocupante ao negar à população palestina o acesso a água suficiente para seu desenvolvimento social.

"O consumo palestino de água quase não chegava aos 70 litros por pessoa ao dia, volume muito inferior ao mínimo de 100 litros diários recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) (...) Em Israel, o consumo per capita de água era quatro vezes maior", afirmou.

Sobre Jerusalém Oriental, a AI apontou que "as forças israelenses submeteram a desalojamentos forçosos famílias palestinas e demoliram suas casas por considerar que careciam das permissões necessárias, que denegavam sistematicamente aos palestinos, enquanto permitiam a ampliação dos assentamentos judaicos em terras palestinas confiscadas ilegalmente".

Além disso, o relatório disse que a AI continua recebendo "relatórios de tortura e outros maus tratos contra palestinos", e denúncias do "uso excessivo de força" pelo Serviço Geral de Segurança israelense contra a população palestina.

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