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26/05/2010 - 20h49 / Atualizada 26/05/2010 - 20h49

AI denuncia graves violações aos direitos humanos no México em 2009

Londres, 26 mai (EFE).- A Anistia Internacional (AI) indicou hoje que aumentaram "os relatos sobre graves violações aos direitos humanos" cometidas por membros do Exército e das policias federal, estadual e municipal do México.

O alto nível de violência machista, os crimes de quadrilhas organizadas e o assédio a jornalistas e ativistas pró-direitos humanos são outros sintomas detectados no México e refletidos no relatório da AI de 2010 sobre o estado dos Direitos Humanos no mundo, apresentado hoje em Londres.

A análise da organização indica que aumentaram os abusos cometidos por membros do Exército, como "execuções extrajudiciais e homicídios ilegais, desaparecimentos forçados, detenções arbitrárias, torturas e outros maus tratos".

Segundo a ONG, a violência machista é um "fenômeno generalizado" no México e, embora o relatório assinale que todos os estados adotaram "medidas jurídicas para melhorar a prevenção e o castigo", sua aplicação foi "muito limitada" e, por conta disso, a impunidade seguiu sendo "a norma".

A AI afirma que mais de 6,5 mil pessoas morreram em atos violentos "relacionados com a delinquência organizada", segundo as notícias da imprensa.

Os emigrantes irregulares são, segundo esta organização, sujeitos suscetíveis - e também vítimas - de abusos por parte de grupos de delinquentes e "de alguns funcionários públicos", enquanto as medidas de prevenção e castigo são "inadequadas".

O relatório da AI destaca que, em duas decisões "históricas", a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) foi contra o México em casos relacionados com graves violações de direitos humanos.

Em novembro de 2009, a CIDH opinou que o Estado mexicano, no caso do Campo Algodonero, tinha incorrido em discriminação e que não tinha protegido às mulheres assassinadas em 2001 em Ciudad Juárez, nem tinha garantido uma investigação efetiva sobre seu sequestro e assassinato.

Um mês depois, a Corte declarou o México responsável pelo desaparecimento forçado de Rosendo Radilla perpetrado pelo Exército em 1974 no estado de Guerrero (no Pacífico mexicano).

A organização registra, além disso, os casos de assédio a jornalistas, sobre tudo aqueles especializados "em temas relacionados com a segurança pública e a corrupção", envolvidos em um ambiente de "impunidade", assim como as agressões e ameaças a ativistas pró direitos humanos "por mãos de particulares e agentes do Estado".

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