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26/05/2010 - 20h17 / Atualizada 26/05/2010 - 20h20

Autoridades palestinas continuam repressão contra rivais, afirma AI

Londres, 26 mai (EFE).- A Autoridade Nacional Palestina (ANP) na Cisjordânia ocupada e o Hamas em Gaza não conseguiram se reconciliar e seguem com as detenções arbitrárias de seus respectivos rivais, denuncia o relatório da Anistia Internacional apresentado hoje em Londres.

O documento da AI, que analisa a situação dos direitos humanos no mundo em 2009, indica que durante esse ano "continuou a tensão" entre a ANP e o Hamas - duas autoridades com poderes limitados, pois não são um Estado -, apesar das tentativas de reconciliação.

A AI assinala que "durante a ataque militar israelense contra Gaza (concluído no dia 18 de janeiro, após 22 dias de ofensiva que resultou na morte de 1.337 palestinos e 13 israelenses) e imediatamente depois, as forças e as milícias do Hamas empreenderam uma campanha de sequestros, homicídios deliberados, atos de tortura e ameaças de morte contra pessoas acusadas de 'colaborar' com Israel".

A organização indica que "mais de 30 pessoas foram executadas sumariamente. Outras dezenas receberam disparos nas pernas e nos joelhos ou apanharam".

O documento diz que o "braço armado do Hamas e outros grupos armados palestinos de Gaza dispararam centenas de foguetes e bombas contra o sul de Israel", antes que a operação militar israelense fosse concluída, resultando na morte de três civis hebreus.

Por outro lado, a AI lembra que o Hamas continuou negando o acesso do Comitê Internacional da Cruz Vermelha ao soldado israelense Gilad Shalit, sequestrado desde 2006. Em outubro o grupo divulgou um vídeo para demonstrar que ele seguia vivo.

O dossiê denuncia que tanto na Cisjordânia como em Gaza se produziram "detenções arbitrárias, e que os presos "eram frequentemente submetidos a surras" e maus tratos durante o período de interrogatório.

"Na Cisjordânia - prossegue - três pessoas detidas por sua suposta relação com o Hamas, morreram sob custódia das forças de segurança da ANP". Aparentemente, foram torturadas, segundo a AI.

E "em Gaza morreram sob custódia das forças de segurança do Hamas pelo menos quatro homens, três dos quais aparentemente tinham sido torturados".

AI afirma que a liberdade de expressão se foi restringida nos dois territórios. Em julho o Governo da ANP ordenou a suspensão da atividade da cadeia "Al Jazira", mas se viu obrigado a retratar-se devido aos protestos públicas.

Continuaram os "crimes de honra", dos que foram vítimas "cinco mulheres e uma adolescente, a maioria na mão de homens de suas famílias, que nos casos em que foram declarados culpados foram condenados a penas inferiores a três anos.

Os tribunais Gaza emitiram 14 penas de morte por "colaboração, traição e assassinato" e os da Cisjordânia três por "colaboração", apesar de não praticaram as execuções, conclui a AI.

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