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26/05/2010 - 10h17 / Atualizada 26/05/2010 - 10h24

EUA reafirmam apoio a Seul e pedem que Pyongyang cesse "provocações"

Seul, 26 mai (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, reiterou hoje o apoio dos Estados Unidos ao Governo de Seul frente à atual crise com a Coreia do Norte, à qual pediu que pare com as "provocações" depois anunciar a ruptura de todas as relações com a Coreia do Sul.

A chefe da diplomacia americana chegou hoje a Seul, última etapa de sua viagem pela Ásia, em meio a uma séria escalada de tensão na península coreana por causa do afundamento do navio sul-coreano "Cheonan" em 26 de março.

Para Hillary, as provas sobre o envolvimento da Coreia do Norte neste fato, que acabou com a vida de 46 marinheiros sul-coreanos, são "arrasadoras" e a acusação contra Pyongyang é "ineludível".

"Uma provocação inaceitável da Coreia do Norte. A comunidade internacional tem a responsabilidade e o dever de responder", afirmou a secretária de Estado em entrevista coletiva junto a seu colega sul-coreano, Yu Myung-hwan.

Hillary afirmou que Washington e Seul trabalharão juntos "para definir um plano de ação no Conselho de Segurança da ONU", órgão para o qual a Coreia do Sul deve levar o caso.

Para uma eventual aprovação de novas sanções contra Pyongyang, que se somariam às já em vigor por sua política nuclear, seria fundamental a postura da China, o principal aliado da Coreia do Norte, que tem poder de veto e que ainda não adotou uma clara posição.

Hillary Clinton, que antes de viajar a Seul se reuniu em Pequim com as autoridades chinesas, assegurou que este país compreende "a gravidade" da situação criada pelo afundamento do "Cheonan".

O titular de Exteriores sul-coreano, por sua vez, considerou que na posição da China e da Rússia, também aliada de Pyongyang, devem pesar "dados objetivos, e não o julgamento político".

"China e Rússia tomarão seu tempo, mas não serão capazes de negar os fatos", opinou.

Tanto Hillary quanto Yu enfatizaram também a solidez dos laços entre Washington e Seul.

"A Coreia do Sul é um forte aliado, amigo e parceiro", declarou a chanceler americana. Segundo ela, a segurança do país asiático é "um compromisso" e "uma responsabilidade" para Washington.

Ela também lembrou que a aliança bilateral remonta 60 anos, quando os EUA lutaram junto com os sul-coreanos contra as tropas comunistas do Norte na Guerra da Coreia (1950-1953), que provocou a atual divisão da península no paralelo 38.

O caso do navio "Cheonan" é o incidente naval mais grave entre as duas Coreias desde então, deteriorando gravemente as já instáveis relações entre ambas.

Na segunda-feira, a Coreia do Sul rompeu relações comerciais com o Norte, proibiu aos navios norte-coreanos navegarem por águas do Sul e anunciou o reatamento da propaganda contra Pyongyang por meio de panfletos e alto-falantes colocados na zona desmilitarizada.

O regime de Kim Jong-il respondeu ontem à noite com o rompimento de todas as relações com Seul e disse que não retomará nenhum diálogo intercoreano enquanto o conservador Lee Myung-bak ocupar a Presidência sul-coreana.

Após essa ameaça, Pyongyang expulsou hoje os oito funcionários sul-coreanos do parque industrial de Kaesong, um projeto empresarial conjunto em território norte-coreano e símbolo econômico de possível reunificação entre os dois países.

Além disso, a Coreia do Norte ameaçou disparar contra os alto-falantes sul-coreanos e "bloquear" os trabalhadores e veículos da Coreia do Sul em Kaesong caso este país comece a fazer propaganda contra o vizinho do Norte.

No meio dos conflitos verbais, Hillary pediu à Coreia do Norte "que pare com as provocações, ameaças e beligerâncias contra seus vizinhos e tome medidas para cumprir seus compromissos de desnuclearização".

Ela também reivindicou ao regime de Kim Jong-il "escolher outro caminho" e trocar "isolamento, pobreza e conflito" por "integração, prosperidade, paz e respeito".

A crise na península coreana afastou as esperanças de que seja retomado o diálogo de seis lados para o desarmamento nuclear de Pyongyang, no qual participavam desde 2003 as duas Coreias, EUA, China, Rússia e Japão.

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