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26/05/2010 - 20h04 / Atualizada 26/05/2010 - 20h20

Forte repressão persiste no Irã, diz AI

Londres, 26 mai (EFE).- O Governo do Irã continuou com a "forte repressão" da população durante o ano 2009, sobretudo depois das controvertidas eleições presidenciais do dia 12 de junho, segundo o relatório da Anistia Internacional sobre o estado dos direitos humanos no mundo apresentado hoje em Londres.

Frente aos protestos contra os resultados das eleições, "as forças de segurança fizeram uso excessivo da força" e, como conseqüência, "dezenas de pessoas morreram ou ficaram gravemente feridas", afirma o documento.

Ao término do ano de 2009, "as pessoas presas superavam as cinco mil, muitas das quais foram submetidas a tortura - incluindo, supostamente, estupros em alguns casos - e outros maus tratos sob custódia", acrescenta.

Os presos incluíam "políticos da oposição, jornalistas, professores universitários, estudantes, advogados, ativistas dos direitos humanos e militares", assinala o relatório.

O documento também diz que as mulheres iranianas "continuaram sofrendo discriminação na lei e na prática, apesar de pequenas melhorias".

Ao mesmo tempo, as liberdades de expressão, comunicação e associação foram muito restringidas.

A internet foi censurada pelo Governo de Teerã, com o bloqueio "de sites que expressavam críticas, sobretudo blogs iranianos, e as autoridades periodicamente bloquearam os sites de meios de comunicação estrangeiros que informavam sobre o Irã", informa a AI.

Além disso, "as autoridades anunciaram que as mensagens de texto por telefone "estavam 'controlados' por uma nova lei de 'delitos na internet promulgada em janeiro" de 2009.

As minorias religiosas, assinala o relatório, "continuaram sendo objeto de discriminação, repressão, detenções arbitrárias e atos contra os bem de suas comunidades".

Por outro lado, o "Irã segue tendo um dos índices de execuções mais altos do mundo", já que "ao menos 388 pessoas foram executadas".

Além da pena de morte, o país mantém outras penas "cruéis, desumanas e degradantes", como a "flagelação e a amputação judicial".

Ao mesmo tempo, "a tortura e outros maus tratos em prisão preventiva seguiam sendo práticas comuns, facilitadas pela negação sistemática do acesso a advogados e a impunidade dos funcionários responsáveis por tais abusos", sustenta o relatório.

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