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26/05/2010 - 20h36 / Atualizada 26/05/2010 - 20h50

Guerra mantém ajuda humanitária longe de afegãos, denuncia AI

Londres, 26 mai (EFE).- Os sete anos de conflito mantêm a ajuda humanitária distante de muitos no Afeganistão, onde o povo segue sem o devido acesso à água e à educação, como denuncia a Anistia Internacional (AI) em relatório apresentado hoje em Londres.

A ONU qualificou o Afeganistão como o segundo pior entre 182 países em desenvolvimento humano. A taxa de mortalidade materna é também a segunda maior do mundo, enquanto apenas 22% da população têm acesso à água potável.

A entidade lembra que o chamado Plano de Ação para a Paz, a Justiça e a Reconciliação, de 2005 e que pretendia dissolver os grupos armados ilegais, fracassou por ausência de medidas sérias e permitiu que violadores dos direitos humanos se candidatassem em eleições e ocupassem cargos públicos.

Entre os principais problemas está que a população civil continua vítima de ataques dos talibãs e de outros grupos armados. Entre janeiro e setembro de 2009, houve 7.400 ataques segundo ONGs afegãs, e a ONU cifra em 2.400 o número de civis mortos no ano, dois terços nas mãos dos talibãs.

A liberdade de imprensa foi cerceada no Afeganistão, especialmente nas áreas controladas pelos talibãs, e o Governo não se aplicou na investigação de assassinatos de jornalistas.

As mulheres e as meninas afegãs continuaram em 2009 sofrendo com a discriminação e a violência familiar, muitas vezes usadas como moeda de troca para resolver conflitos e pagar dívidas.

O trabalho das ONG foi minado e, em algumas ocasiões, paralisado por centenas de ataques dos talibãs e grupos insurgentes.

A agência da ONU para os refugiados (Acnur) cifrou em 297 mil o número de deslocados pelo conflito, 60 mil deles apenas em 2009.

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