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26/05/2010 - 16h44 / Atualizada 26/05/2010 - 17h04

Lula pede apoio à Unasul e ao México a acordo com Irã

Brasília, 26 mai (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu o apoio da União de Nações Sul-americanas (Unasul) e do México ao acordo que mediou junto com a Turquia, segundo o qual o Irã assume compromissos sobre seu programa nuclear, informou hoje seu porta-voz, Marcelo Baumbach.

Além das cartas de apoio enviadas aos presidentes de Estados Unidos, Barack Obama; Rússia, Dmitri Medvedev; e França, Nicolas Sarkozy, Lula também enviou uma mensagem à Unasul e ao presidente do México, Felipe Calderón, disse Baumbach.

"A carta ao presidente Obama, que foi entregue ontem, tinha o objetivo de dar continuidade aos esforços diplomáticos (para superar a crise provocada pelo programa nuclear do Irã)", assegurou Baumbach, em entrevista coletiva.

"Mas o presidente também mandou mensagens aos presidentes Sarkozy e Medvedev, à Unasul e ao México", acrescentou o porta-voz.

Baumbach esclareceu que a carta dirigida ao Governo do México foi enviada precisamente porque o país assumirá a partir de 1º de junho a Presidência rotativa do Conselho de Segurança das Nações Unidas, organismo que deverá decidir sobre a imposição de sanções ao Irã por seus supostos projetos de desenvolver armas nucleares.

"Todas essas iniciativas buscam esclarecer a opinião brasileira sobre a importância e as implicações da Declaração de Teerã. O Brasil pretende seguir nessa linha de ação e com esse rumo", acrescentou Baumbach, ao esclarecer que Lula manterá os esforços para tentar resolver a crise sem a necessidade de que o Conselho de Segurança imponha sanções ao Irã.

De acordo com o porta-voz do presidente, como as possíveis sanções ainda demorarão a ser votadas, o Brasil tentará aproveitar esse tempo para realizar esforços que levem ao diálogo e a uma solução negociada.

Na Declaração de Teerã, Brasil, Irã e Turquia sentaram as bases para que as autoridades iranianas entreguem ao Governo turco 1,2 toneladas de urânio enriquecido a 3,5%, que será recuperado um ano depois como 120 quilos de combustível nuclear a 20%.

Baumbach acrescentou que Lula aproveitará uma reunião que terá amanhã em Brasília com o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, para discutir os "assuntos não resolvidos" pelo acordo.

"Como o Irã já entregou uma carta à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) na qual assume os compromissos estipulados, os dois governantes poderão dialogar sobre como fazer com que esse esforço diplomático possa ter continuidade", disse.

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