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26/05/2010 - 13h27 / Atualizada 26/05/2010 - 13h39

ONU prevê crescimento da economia mundial de 3% em 2010 e de 3,1% em 2011

Nações Unidas, 26 mai (EFE).- Economistas das Nações Unidas revisaram hoje para cima suas previsões de crescimento mundial, para 3% em 2010 e 3,1% em 2011, mas alertaram sobre a fragilidade da recuperação e a desigualdade entre os países.

"A recuperação é ainda muito frágil para retomar os postos de trabalhos perdidos e fechar a profunda brecha deixada pela recessão", destacaram hoje, em um relatório, especialistas do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (UNDESA, na sigla em inglês).

A ONU prevê que a economia da União Europeia (UE) crescerá 1% este ano, o dobro que o previsto no início de 2010, e inclui a advertência de que a crise fiscal grega ameaça toda a zona do euro.

O órgão multilateral calcula que a economia do bloco europeu crescerá 1,8% em 2011, mas adverte que, nos próximos meses, a demanda interna continuará "contida pelos altos índices de desemprego e o baixo aumento dos salários".

O documento aponta que as economias latino-americanas se recuperaram da crise com maior firmeza que o previsto graças, em parte, à demanda por suas matérias-primas, o que permitirá um crescimento de 4% este ano e de 3,9% em 2011.

Na América Latina e no Caribe, a economia brasileira registrará o maior crescimento, de 5,8%.

Os dados divulgados hoje representam uma revisão para cima em comparação com as previsões feitas em janeiro, quando a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial era de 2,4%, e marcam também um aumento de 2% frente à contração global de 2009.

Os especialistas da ONU destacam que o "apoio sem precedentes de Governos de todo o mundo ajudaram os mercados financeiros, que foram se estabilizando de forma progressiva".

Em meados de 2010, "os riscos sistêmicos do sistema financeiro mundial foram reduzidos notavelmente e as gratificações de risco da maior parte dos mercados de crédito caíram para níveis anteriores à crise", acrescentaram os especialistas.

Sobre a preocupante situação financeira europeia, os especialistas disseram que "as finanças públicas de Grécia, Portugal, Espanha e Irlanda se deterioraram rapidamente devido à crise e às respostas políticas".

"A crise fiscal grega passou de ser uma crise de solvência em um só país a ameaçar a zona do euro em si", acrescenta o documento.

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