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26/05/2010 - 20h41 / Atualizada 26/05/2010 - 20h49

Pobreza generalizada segue minando direitos humanos no Haiti, diz AI

Londres, 26 mai (EFE).- A pobreza endêmica e generalizada continua sendo um dos principais dramas do Haiti, onde continuam os linchamentos e as explosões de violência, com mulheres e meninas como principais vítimas, segundo relatório da Anistia Internacional (AI) sobre o estado dos direitos humanos no mundo, apresentado hoje em Londres.

No país mais pobre da América Latina, os maus tratos, as detenções arbitrárias e os homicídios salpicam os agentes do Estado, segundo os relatórios recebidos pela Anistia Internacional, que ressalta que cerca de 175 mil menores trabalham no serviço doméstico com o conseguinte "grave risco" de sofrer abusos.

Os menores, especialmente as meninas, e as mulheres são o grupo mais afetado pela violência e, em particular, pelas violações, que em muitos casos ficam impunes, segundo a AI.

Além da ameaça aos direitos da infância e das mulheres, o país sofre com graves problemas com o direito à saúde e à alimentação.

Segundo o Programa da ONU para o Desenvolvimento, mais de 65% da população vive com menos de US$ 1 ao dia, e é comum a falta de acesso a água limpa.

O relatório da AI destacou ainda o problema das pessoas que tentam sair do país na busca de uma vida melhor, já que dezenas delas morreram em 2009 no mar em naufrágios de navios fretados por traficantes de pessoas.

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