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26/05/2010 - 19h02 / Atualizada 26/05/2010 - 19h24

Procuradoria chama Uribe para depor por escândalo de escutas e espionagem

Bogotá, 26 mai (EFE).- A Procuradoria colombiana anunciou hoje que citou como testemunha o presidente Álvaro Uribe como parte da investigação do escândalo das escutas e espionagem por parte do serviço de inteligência estatal contra jornalistas, opositores, magistrados e outras personalidades.

Dentro da investigação dos ex-diretores do Departamento Administrativo de Segurança (DAS) e outros 16 funcionários, a Procuradoria chamou Uribe para depor como testemunha, assim como o presidente interino da Suprema Corte, Jaime Arrubla.

O Ministério Público assinalou que escutará a versão do líder colombiano a fim de estabelecer qual era o uso das informações e como o trabalho do DAS, organismo dependente da Presidência, era coordenado.

Quanto à declaração de Arrubla, a Procuradoria precisou que pretende saber como foram realizadas as interceptações telefônicas, quem são os afetados e como ficaram sabendo que estavam sendo espionados.

Também foram chamados a prestar declarações o candidato presidencial pelo Polo Democrático Alternativo (PDA), o esquerdista Gustavo Petro, o diretor do DAS, Felipe Muñoz, e outros funcionários da entidade de inteligência.

Recentemente, a Procuradoria vinculou uma investigação disciplinar ao secretário-geral da Presidência, Bernardo Moreno, e a vários ex-diretores do DAS com este escândalo".

Em maio, a Procuradoria Geral também chamou Moreno e a ex-diretora da inteligência estatal María del Pilar Hurtado para depor dentro de um escândalo derivado de interceptações telefônicas contra personalidades.

Um total de 18 funcionários e ex-funcionários do DAS e quatro de seus ex-diretores estão sendo investigados.

Uribe reiterou em várias ocasiões que nunca ordenou à central de inteligência que fizesse escutas e seguisse pessoas ilegalmente, como disseram algumas testemunhas perante a Promotoria.

Segundo esse órgão, que se baseia em declarações de testemunhas, as ordens das escutas saíram da Casa de Nariño, sede do Executivo em Bogotá.

O escândalo das escutas, descoberto ano passado, afetou personalidades estrangeiras como a iraniana Shirin Ebadi, Nobel da Paz de 2003, e o diretor para América da Human Rights Watch (HRW), o chileno José Miguel Vivanco.

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