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26/05/2010 - 20h56 / Atualizada 26/05/2010 - 20h59

Um em cada 3 norte-coreanos sofre com falta de comida, diz AI

Londres, 26 mai (EFE).- Mais de um terço da população da Coreia do Norte (quase nove milhões de pessoas) sofre com uma grave escassez de alimentos, segundo mostra o relatório da Anistia Internacional (AI) sobre o estado dos direitos humanos no mundo, apresentado hoje em Londres.

No documento, a AI assinala que "a escassez de alimentos afetou a maior parte" da Coreia do Norte "e se temia que aumentasse a insegurança alimentícia pela deficiente gestão econômica e a diminuição da ajuda internacional." Milhares de pessoas foram da Coreia do Norte até a China em 2009, "fundamentalmente em uma busca desesperada por alimentos", destaca o relatório da AI.

As autoridades chinesas "detiveram e devolveram os milhares de norte-coreanos, que foram reclusos, interrogados e torturados".

Além disso, aponta a AI, "era desconhecido o paradeiro de milhares de norte-coreanos repatriados à força da China ao longo do ano." Por outro lado, o regime norte-coreano está decidido a prosseguir com testes nucleares apesar do endurecimento das sanções na ONU, o que complica de maneira notável a entrada de ajuda humanitária no país.

A entidade comenta que a ajuda internacional à Coreia do Norte "diminuiu drasticamente" depois do teste nuclear iniciado em maio de 2009 e pelo "cansaço" dos doadores.

A AI denuncia que na Coreia do Norte se continuou praticando "detenções arbitrárias por motivos políticos" e se evidenciou "graves restrições à liberdade de expressão e circulação", tudo isso enquanto as autoridades de Pyongyang continuam negando o acesso ao país a observadores independentes em matéria de direitos humanos.

Por outro lado, a organização pró-direitos humanos denuncia um método de castigo aplicado na Coreia do Norte, conhecido como a aplicação do princípio de "culpados por associação", de tal modo que se pune coletivamente todos aqueles que se relacionam com "pessoas hostis" ao Governo.

A AI destaca a contradição representada pela suposta prática de todas as violações dos direitos humanos com a reforma constitucional promulgada em abril de 2009, na qual se indica que o Estado deve "respeitar e proteger os direitos humanos".

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