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27/05/2010 - 20h42 / Atualizada 27/05/2010 - 21h03

Ban encoraja jovens de favela do Rio a lutar por futuro melhor

Rio de Janeiro, 27 mai (EFE).- O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, visitou nesta quinta-feira a favela Babilônia, na zona sul do Rio de Janeiro, recentemente pacificada pela Polícia, onde se reuniu com dezenas de jovens aos quais animou a que "se façam ouvir" pelos políticos e a sociedade.

Ban, que chegou acompanhado de sua esposa Ban Soon-taek e de alguns seguranças, foi recebido pelo líder comunitário Carlos Paló e por três crianças que interpretaram uma canção de Roberto Carlos e depois dançaram ao ritmo de hip-hop.

Após a apresentação, Ban seguiu para o centro comunitário da favela, onde se reuniu com doze jovens de diferentes comunidades de Rio que lhe apresentaram os principais problemas que enfrentam em seu cotidiano, como a pobreza, a desigualdade, a falta de emprego ou de saneamento básico.

O secretário-geral escutou com atenção e anotou trechos dos relatos dos adolescentes beneficiados por um programa do Unicef. Ban se comprometeu a transmitir as inquietações dos jovens ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, com quem estará amanhã na abertura do III Fórum da Aliança das Civilizações.

O máximo representante da ONU encorajou os jovens a não esperar com os braços cruzados e fazer-se ouvir em sua família, na escola, em sua comunidade e até pelos políticos, aproveitando "a voz poderosa" que possuem como uma grande ferramenta social.

No momento mais descontraído do encontro, Ban e sua esposa receberam de presente duas camisas da seleção brasileira, e apesar da simpatia demonstrada pela equipe "verde-amarela" o secretário-geral não escondeu sua preferência pela Coreia do Sul, seu país natal.

Após a visita à favela, Ban participou de uma homenagem aos 18 militares brasileiros que faziam parte da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) e que morreram no terremoto que abalou o Haiti em 12 de janeiro deste ano.

Ban passou em revista 62 capacetes azuis da ONU no Forte Duque de Caxias e conversou com familiares dos militares que perderam a vida naquela missão, "realizando o sonho de ajudar ao próximo", concluiu o secretario.

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