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27/05/2010 - 23h36 / Atualizada 27/05/2010 - 23h45

Base americana muda de lugar, mas é mantida em província do Japão

Tóquio, 28 mai (EFE).- O primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, e o presidente americano, Barack Obama, acertaram nesta quinta-feira que a base americana de Futenma mudará de lugar, mas será mantida na ilha de Okinawa, contrariando promessa do líder japonês em sua campanha eleitoral.

O acordo estabelece que a base militar americana de Futenma, com dois mil marines norte-americanos e atualmente situada em Ginowan, uma zona densamente povoada de Okinawa, será transferida a uma área do norte dessa ilha, Henoko, menos habitada.

O acordo foi acertado entre os ministros de Defesa e Exteriores dos dois países, que emitiram comunicado conjunto em Washington e Tóquio.

Os Estados Unidos devolverão a base atual "o mais rápido possível" após um estudo sobre a localização, configuração e construção da nova base, que estará pronta "no máximo no final de agosto" e também analisará o impacto ambiental da construção das novas instalações, segundo o comunicado.

Além disso, o acordo contempla o compromisso de estudar algumas funções dos helicópteros de Futenma fora de Okinawa e, como já era previsto, a mudança cerca de oito mil soldados americanos à ilha de Guam (EUA).

O Governo japonês indicou que espera que as autoridades de Okinawa (sul do Japão) apoiem o acordo, que foi baseado em outro, assinado entre os aliados em 2006.

Em 2006, Japão e EUA decidiram a mudança em 2014 da base aérea ao distrito de Henoko em Nago (Okinawa), mas Hatoyama tinha prometido retirar Futenma da província durante sua campanha eleitoral, e chegou a falar em tirá-la do Japão.

No domingo passado, em uma visita a Okinawa, o primeiro-ministro reconheceu que não foi capaz de cumprir seu compromisso eleitoral sobre Futenma e pediu desculpas à população.

O chefe do Executivo japonês tinha se imposto o prazo de 31 de maio para solucionar o assunto, que deixou sua popularidade abaixo de 20%.

Sua mudança de opinião fez aumentar, além disso, os protestos contrários às bases dos EUA em Okinawa e fez piorar suas relações com alguns parceiros de seu Governo, como o Partido Social Democrata, que se opõe à presença militar americana no Japão.

Os EUA têm cerca de 50 mil militares no Japão, a maioria na ilha de Okinawa, cujos habitantes são contrários à manutenção da base de Futenma no arquipélago.

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