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27/05/2010 - 19h10 / Atualizada 27/05/2010 - 19h11

Clamor por paz e diálogo marca véspera do Fórum da Aliança das Civilizações

Rio de Janeiro, 27 mai (EFE).- As atividades prévias ao III Fórum da Aliança das Civilizações começaram hoje com debates, estudos que recalcam a necessidade de diálogo entre as diferentes culturas e pedidos de paz por parte do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

Ban monopolizou toda a atenção no Rio de Janeiro com seu pedido para que o Irã se submeta às exigências da comunidade internacional para evitar um novo conflito entre o ocidente e o mundo árabe.

"Peço às autoridades iranianas que esclareçam que seu programa nuclear tem objetivos exclusivamente pacíficos e não militares", reiterou o secretário-geral da ONU em entrevista coletiva no Rio de Janeiro, onde começa amanhã o Fórum da Aliança, que surge como um novo cenário dos esforços internacionais pela paz.

O dignitário reiterou que o programa nuclear iraniano é "uma das maiores fontes de preocupação da comunidade internacional" e ressaltou que para atenuar a polêmica, o Irã deve respeitar as resoluções do Conselho de Segurança da ONU e deixar clara sua intenção de cooperar com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

A Unesco aproveitou a conjuntura para apresentar um relatório exaustivo intitulado "Investir na diversidade cultural e no diálogo intercultural", que adverte sobre os perigos que a falta de diálogo entre as diferentes culturas pode causar.

O organismo da ONU alertou sobre a extensão de uma nova forma de "analfabetismo", o intercultural, que acaba se traduzindo em diferentes formas de conflito.

A diretora geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Irina Bokova, sustentou que a compreensão de outras culturas é "crucial" para o sucesso das relações internacionais e para um futuro pacífico.

Bokova lamentou que a ONU excluiu a cultura das metas do desenvolvimento do Milênio, que devem ser cumpridas até 2015, e ressaltou a importância vital do respeito e da educação nos valores de outros povos.

Estas ideias também foram expostas pela Fundação Anna Lindh, que reúne representantes de 43 países europeus e do entorno árabe. A fundação alertou hoje sobre a falta de conhecimento e ignorância que existe entre os povos nas duas margens do Mediterrâneo.

Segundo um estudo apresentado hoje por este organismo, o desinteresse dos países do norte rumo às nações do sul é arrasador e, no sentido oposto, também se utilizam estereótipos que só servem para criar inimizade.

Além disso, o Fórum organizou hoje diversas reuniões e debates de jovens, parlamentares e membros de ONGs .

A inauguração oficial do encontro reunirá amanhã o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Ban e oito chefes de Estado e de Governo, entre eles o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, um dos impulsores desta iniciativa da ONU, que conta com o respaldo de 100 países.

A grande ausência no Fórum será a do presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, que lançou a ideia da Aliança perante a Assembleia Geral da ONU em 2004, mas que cancelou sua viagem ao Brasil na última hora para se concentrar nas medidas contra a crise econômica em seu país.

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