UOL Notícias Notícias
 
27/05/2010 - 14h46 / Atualizada 27/05/2010 - 14h49

EUA abandonam unilateralismo de Bush e adotam nova estratégia de segurança

Macarena Vidal.

Washington, 27 mai (EFE)- A Casa Branca apresentou hoje sua nova Estratégia de Segurança Nacional, que coloca o conflito armado como último recurso e se distancia assim da doutrina da guerra preventiva e do unilateralismo estabelecido por George W. Bush.

Em seu lugar, a nova estratégia, de 52 páginas, enfatiza a colaboração com os países aliados e o fortalecimento das instituições internacionais como ferramentas para resolver os conflitos.

"Nosso foco é uma estratégia que amplie nossas fontes de influência no mundo e nos permita usá-las para fazer frente aos desafios do século XXI", afirmou o vice-conselheiro nacional de segurança do presidente Barack Obama, Ben Rhodes.

A Estratégia de Segurança Nacional, a primeira do presidente Obama, é um documento que o Governo americano emite no começo de cada mandato, por exigência do Congresso, e fixa as prioridades diplomáticas e defensivas do país.

A nova estratégia põe ênfase na cooperação internacional e no desenvolvimento de alianças e abandona assim o unilateralismo declarado pelo presidente anterior, George W. Bush, em sua doutrina da guerra preventiva exposta em 2002.

Segundo Rhodes, esta mudança representa "um giro de 180 graus" para fazer frente a desafios como o terrorismo internacional e o doméstico, assim como a mudança climática e a proliferação nuclear.

"Vamos alimentar a cooperação para resolver os problemas globais com o apoio de nossos aliados", indicou Rhodes, que acrescentou que também se dará a prioridade ao aprofundamento das relações com potências emergentes como China, Índia, Rússia, Brasil e África do Sul.

O documento também coloca ênfase na luta contra o terrorismo, especialmente contra os radicais enraizados nos Estados Unidos, depois que o Governo detectou uma série de incidentes protagonizados por extremistas nascidos ou residentes no país.

Segundo a Casa Branca, trata-se da primeira estratégia de segurança nacional que integra a segurança interna dentro de sua estratégia global.

O documento menciona especificamente à rede terrorista Al Qaeda como o grande inimigo dos EUA e assinala também os programas nucleares da Coreia do Norte e do Irã.

A Administração "levará o combate" contra os extremistas "ali onde eles tramam seus planos e treinam, no Afeganistão, Paquistão, Iêmen, Somália e além", indicou na quarta-feira o assessor na luta contra o terrorismo da Casa Branca, John Brennan.

Apesar de tudo, os EUA não renunciam sua supremacia militar, considerada uma das bases de sua estratégia e imprescindível como fator de influência no exterior.

A nova tática considera também o bem-estar econômico como um dos pilares para garantir a segurança do país e advoga por uma "nova base" mediante o aumento do uso de energias limpas e a redução do déficit fiscal.

Mas também quer promover o bem-estar econômico fora do país, já que é certo que "golpes à economia global podem precipitar o desastre", assinala o documento.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    17h00

    0,40
    3,279
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    0,95
    63.257,36
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host