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27/05/2010 - 02h49 / Atualizada 27/05/2010 - 02h57

Obama apresenta estratégia de segurança nesta quinta

Washington, 27 mai (EFE)- O Governo dos EUA apresenta nesta quinta-feira sua nova Estratégia de Segurança Nacional, a primeira sob o mandato do presidente Barack Obama, que fará da luta contra o extremismo interno uma de suas prioridades.

Os presidentes americanos revisam periodicamente suas estratégias de segurança, nas quais enumeram suas principais prioridades em matéria de defesa.

Em sua estratégia de 2002, o então presidente George W. Bush (que governou de 2001 a 2009) incluiu uma doutrina na qual sustentava que os Estados Unidos tinham o poder de lançar guerras preventivas.

Obama antecipou as linhas principais de sua estratégia em discurso no sábado, na graduação dos cadetes da Academia Militar de West Point, em onde indicou que a ameaça que representa a rede Al Qaeda "não desaparecerá em breve".

Por sua parte, seu principal assessor na luta contra o terrorismo, John Brennan, indicou que o documento vai enfatizar, entre outras coisas, a luta contra os extremistas locais.

"Vimos um número cada vez maior de indivíduos aqui nos EUA que se interessam e se aproximam das causas e das atividades extremistas", assinalou Brennan em conferência.

O assessor se referia a incidentes como a tentativa de fazer explodir um carro-bomba em pleno centro de Nova York no início do mês, em atentado fracassado sob suposta responsabilidade do paquistanês naturalizado americano Faisal Shahzad.

"Esta é a primeira estratégia de segurança nacional de qualquer presidente que integra a segurança interna como parte da estratégia de segurança global", acrescentou o funcionário.

A nova estratégia "será completamente clara sobre a ameaça que encaramos. Nosso inimigo não é o terrorismo, porque o terrorismo não é mais que uma tática. Nosso inimigo não é o terror, porque o terror é um estado mental e nós, como americanos, rejeitamos viver aterrorizados", afirmou.

Em vez disso, os Estados Unidos "estão em guerra contra a rede Al Qaeda e seus terroristas filiados", afirmou.

A Administração "levará o combate" aos locais onde os extremistas "tramam seus planos e se treinam, no Afeganistão, Paquistão, Iêmen, Somália e além", prometeu o alto funcionário, que garantiu: "usaremos a força de maneira prudente".

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