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27/05/2010 - 13h55 / Atualizada 27/05/2010 - 14h23

ONU apresenta campanha para tornar cidades mais seguras frente a desastres

Genebra, 27 mai (EFE).- As Nações Unidas (ONU) apresentaram hoje uma campanha para que as cidades adotem regulamentações e medidas mínimas para suportar melhor as catástrofes naturais, perante a evidência de que os centros urbanos que mais crescem são os que costumam ter as edificações e sistemas de serviços públicos mais vulneráveis.

A representante da ONU para a Redução de Desastres, Margareta Wahlström, disse hoje que oito das dez cidades mais populosas do planeta estão assentadas em áreas extremamente críticas.

Entre elas Tóquio (36 milhões de habitantes) que junto com Calcutá (15 milhões) são as duas cidades expostas a mais tipos de catástrofes naturais, como terremotos, tempestades, tornados, inundações e tsunamis.

Outras grandes cidades expostas a desastres são Mumbai (20 milhões), São Paulo, México e Nova York (19 milhões cada uma), Nova Délhi (17 milhões), Xangai (15,7 milhões), Buenos Aires (13 milhões) e Jacarta (9,7 milhões).

Wahlström comparou a situação nessas cidades e disse que, apesar disso, uma urbe com um alto grau de exposição a catástrofes pode ser "muito segura para viver", como ocorre em Tóquio.

"Cada família japonesa tem em casa um estojo com artigos necessários em caso de desastre. A população está bem treinada em situações de evacuação e o Governo investe em infraestrutura segura", explicou.

O momento escolhido pela ONU para lançar a campanha por cidades mais seguras coincide com o aniversário de quatro meses do terremoto que devastou o Haiti, assim como com a recente paralisia gerada na Europa pela nuvem de cinza vulcânica.

A campanha é dirigida diretamente aos prefeitos e outras autoridades locais para que adotem medidas concretas para fazer suas cidades mais seguras.

A ONU propõe oferecer incentivos às famílias, comunidades e donos de negócios de modo que invistam na redução de riscos, divulgar informações atualizadas sobre as ameaças que os povoados enfrentam e avaliar a segurança de escolas e centros de saúde.

Também se recomendam as simulações, investir em infraestruturas críticas - como sistemas de drenagem para casos de inundação - e proteger os ecossistemas e barreiras naturais para minimizar as inundações.

Questionada sobre como conseguir esses investimentos em tempos de crise, Wahlström disse que é preciso entender que "justamente agora que os recursos são poucos, que é preciso utilizá-los bem".

"É mais caro reconstruir uma ponte que construir ela do princípio a prova de terremotos, e a mesma lógica se aplica a hospitais e escolas", recalcou.

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