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27/05/2010 - 17h11 / Atualizada 27/05/2010 - 17h13

Otimista, social-democrata Paroubek perde aliados para eleições tchecas

Praga, 28 mai (EFE).- O ex-primeiro-ministro da República Tcheca Jiri Paroubek, que cultivou uma novo estilo político baseado no pragmatismo, enfrenta as eleições dos próximos dias 28 e 29 com bom ânimo, aprovado por uma ampla vantagem sobre os conservadores nas pesquisas.

Sua capacidade de manobra pós-eleitoral fica, no entanto, enfraquecida pela forte virada à esquerda conseguida pelo Partido Social-Democrata Tcheco (CSSD), e que descarta uma grande coalizão com os conservadores.

Esse grupo político conseguiu derrubar o ex-Governo de coalizão de centro-direita após abrir uma moção de censura durante a Presidência tcheca da União Europeia (UE).

Sua retórica teve toques de populismo e seus aliados na Câmara nessa última legislatura foram com frequência os comunistas, algo que a maioria do país ainda rejeita, depois das quatro décadas de regime autoritário sob influência soviética (1948-1989).

Isto desencadeou um fenômeno até agora desconhecido na nação centro-europeia: grupos de jovens passaram a boicotar seus comícios, atirando-lhe ovos e criando uma popular comunidade na rede social Facebook contra ele. O país polarizou-se.

Mas Paroubek não parece disposto a aceitar que nada, nem sequer a imprensa, abale seu caminho para voltar ao Governo tcheco.

Por isso, ele próprio decidiu boicotar os meios de comunicação hostis, aos quais ignorou durante as coletivas de imprensa na campanha.

Paroubek, economista de 57 anos, divorciado, e casado pela segunda vez, com dois filhos, já foi prefeito de Praga, ministro de Desenvolvimento Regional e primeiro-ministro em um Executivo de coalizão com democratas-cristãos e liberais.

No "livro laranja", onde figuram a prioridades de seu partido, se destaca a redução dos gastos públicos e impostos mais altos aos mais ricos; saúde gratuita; uma "ofensiva em políticas de criação de emprego"; a luta contra a corrupção econômica e administrativa; e a ampliação da controversa usina nuclear de Temelin.

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