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27/05/2010 - 16h22 / Atualizada 27/05/2010 - 16h52

Parlamentares da UE vão à Argentina para impulsionar negociações com Mercosul

Buenos Aires, 27 mai (EFE).- O presidente da delegação do Parlamento Europeu para as relações com o Mercosul, Luis Yáñez-Barnuevo, iniciou hoje em Buenos Aires uma série de reuniões para dar impulso legislativo às negociações relançadas entre os dois blocos, disseram à Agência Efe fontes oficiais.

Acompanhado por seis deputados europeus, o espanhol Yáñez-Barnuevo se reunirá hoje com o presidente do Parlamento do Mercosul, o argentino José Pampuro, com o objetivo de avançar no terreno legislativo das negociações para conseguir um acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o bloco sul-americano, indicou a delegação argentina da UE.

Os parlamentares também terão encontros com o chanceler argentino, Jorge Taiana; com o presidente do Senado, Julio Cobos; com o titular da Comissão de Relações Exteriores do Congresso, Alfredo Atanasoff; e com a responsável pela Comissão do Mercosul do Legislativo, a deputada Gabriela Michetti.

Além disso, participarão de um almoço com os embaixadores de todos os países membros da União Europeia.

Sua visita terminará nesta sexta-feira com uma reunião com o Grupo de Amizade e o Parlamento Europeu e com uma coletiva de imprensa, onde serão explicados os resultados dessa visita.

A comitiva europeia pretende avançar nas negociações depois de ambos oficializarem na Cúpula UE-América Latina e Caribe, realizada há uma semana em Madri, que retomariam o diálogo comercial após seis anos de bloqueio.

O Mercosul, formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, e a União Europeia começaram a analisar há uma década a possibilidade de firmar um acordo comercial, mas as negociações permaneciam praticamente paralisadas desde 2004.

Os contatos foram retomados no início deste ano, quando a Argentina assumiu a Presidência temporária do bloco sul-americano e a Espanha fez o mesmo na UE.

No entanto, houve forte resistência às negociações por parte de um grupo formado por França, Irlanda, Grécia, Hungria, Áustria, Luxemburgo, Polônia, Finlândia, Romênia e Chipre, que assinaram uma declaração alertando sobre a ameaça do reinício das negociações com o bloco sul-americano para a agricultura da UE.

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