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27/05/2010 - 17h11 / Atualizada 27/05/2010 - 17h13

Petr Necas, o jovem trunfo conservador da direita da R.Tcheca

Praga, 28 mai (EFE).- O líder dos conservadores tchecos, Petr Necas, assumiu o comando do Partido Cívico Democrático (ODS), depois do afundamento político do primeiro-ministro Mirek Topolanek durante a complicada Presidência tcheca da União Europeia, no primeiro semestre de 2009.

Candidato em segundo lugar nas pesquisas de intenções de voto, Necas tenta salvar para as eleições dos dias 28 e 29 de maio a face de um partido muito fragilizado, sobretudo após o ex-premiê se ver obrigado a renunciar ao Governo durante plena Presidência da República Tcheca na União Europeia (UE).

Com um perfil de técnico e retórica moderada, não se viu envolvido em atritos com outros partidos ou escândalos midiáticos: sua personalidade mais apaziguadora foi talvez a principal razão para conseguir cooptar os correligionários.

Formado em Ciências Naturais, casado e pai de quatro filhos, Necas, de 45 anos, assumiu a responsabilidade de líder eleitoral de em época de vacas magras de seu partido, mas se mantém como sério candidato para formar Governo nessas eleições.

Para alguns, além de juventude, ele agrada pela experiência em trabalhos do Executivo, como ministro do Trabalho e Assuntos Sociais, e anteriormente como vice-ministro da Defesa.

Não tem, no entanto, o carisma de seus adversários, mas sim o fato de ser mais cultivado e prudente que seu antecessor, Topolanek, cujo tom elevado minou seus últimos dias na política.

Necas ainda não foi confirmado como presidente de seu partido.

O partido ODS lhe deixa como obstáculo não só o voto de censura de março de 2009 contra o ex-premiê Topolanek, mas também as divisões internas do grupo, desencadeadas nas eleições regionais de 2008.

Necas assumiu um perfil contrário ao processo de integração da União Europeia (UE). Muitos cidadãos tchecos compartilham essa postura mais "defensora da soberania", algo que o fundador e ex-presidente de honra do ODS, Václav Klaus - atual presidente tcheco - tornou um lema.

Poucas chances tem o terceiro candidato em disputa nas eleições, o nobre tcheco-suíço Karel Schwarzenberg, que ocupou a pasta de Assuntos Exteriores nesta legislatura.

Schwarzenberg é o artífice do TOP 09, partido que pretende aproveitar a popularidade de seu líder para buscar profundas reformas de caráter liberal na Administração tcheca e na área econômica.

O conde Schwarzenberg se exilou durante o regime anterior e estudou Direito em Viena e Graz (Áustria) e Engenharia Florestal em Munique (Alemanha), dedicando-se por durante anos à exploração das terras familiares na Áustria e na Baviera.

Com o retorno à democracia de sua Tchecoslováquia natal, iniciou a carreira política ao lado do então presidente, Václav Havel, de quem foi primeiro assessor e chanceler.

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