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27/05/2010 - 19h24 / Atualizada 27/05/2010 - 19h40

Polícia boliviana considera perigosa acusação de Serra contra Morales

La Paz, 27 mai (EFE).- O chefe da Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico da Polícia da Bolívia (FELCN), coronel Félix Molina, qualificou hoje de "sumamente perigosa" a acusação do pré-candidato brasileiro José Serra de que o Governo do presidente Evo Morales é "cúmplice" com o tráfico de drogas.

"Como diretor da FELCN, considero que é sumamente perigosa", declarou Molina à Agência Efe sobre a acusação do ex-governador paulista, à qual Morales ainda não respondeu.

Serra disse na quarta-feira que a maior parte da cocaína que chega ao Brasil procede da Bolívia e que o Governo Morales tem de ser "cúmplice" ou culpado por omissão desse enorme tráfico.

O chefe policial ressaltou que ele não pode dar uma resposta oficial às palavras do pré-candidato brasileiro do PSDB, mas acrescentou que toda acusação deve vir acompanhada de provas.

"Nem sequer eu, que estou na luta contra o narcotráfico, me encorajo a tachar alguém de cúmplice sem ter provas", expressou.

O vice-ministro de Defesa Social boliviano, Felipe Cáceres, encarregado do combate às drogas, disse à imprensa que a opinião de Serra é "um ponto de vista político" que "não merece nenhuma resposta nem esclarecimento".

"Não se deve dar muita importância", apontou Cáceres. Já os ministros de Governo (Interior), Sacha Llorenti, e de Exteriores, David Choquehuanca, evitaram hoje fazer comentários sobre o assunto.

Morales viaja ao Brasil nesta noite para participar amanhã no Rio de Janeiro no 3º Fórum da Aliança de Civilizações.

Segundo Serra, entre 80% e 90% da cocaína que entra no Brasil provém da Bolívia.

Por outro lado, Molina sustentou que, pela natureza ilegal do narcotráfico, não se pode saber quanta droga atravessa essa fronteira.

O oficial destacou os esforços da Polícia boliviana no confisco de droga. De acordo com ele, as apreensões de drogas neste ano somam 13,8 toneladas de cocaína e 871 toneladas de maconha.

Dirigentes da oposição boliviana, como o governador eleito do departamento de Santa Cruz (na fronteira com o Brasil), Rubén Costas, denunciaram recentemente a presença de carteis de traficantes colombianos, brasileiros e paraguaios no país.

A denúncia surgiu após o massacre de três sérvios e três bolivianos em Santa Cruz em 14 de maio, num suposto "acerto de contas" entre máfias do narcotráfico, do qual participaram policiais nos dois grupos.

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