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27/05/2010 - 05h26 / Atualizada 27/05/2010 - 05h49

Pyongyang anulará acordo que evita acidentes com navios sul-coreanos

Seul, 27 mai (EFE).- A Coreia do Norte anunciou nesta quinta-feira que anulará um acordo com a Coreia do Sul destinado a evitar possíveis choques "acidentais" de seus navios na instável fronteira do Mar Amarelo, em meio à crescente tensão entre os países.

Em comunicado divulgado pela agência oficial norte-coreana "KCNA" e repercutido pela sul-coreana "Yonhap", fontes militares de Pyongyang asseguram que retirarão completamente todas as salvaguardas que o Exército mantinha nas relações de cooperação e troca com a Coreia do Sul a partir desta quinta.

Entre outras, essas salvaguardas tinham como objetivo garantir a segurança na estadia dos cidadãos sul-coreanos na Coreia do Norte, assim como na entrada e saída de mercadorias no país comunista.

Também incluíam um sistema para evitar choques navais acidentais de navios patrulha de as duas Coreias no Mar Amarelo, que agora ficará "totalmente" desativado, segundo o comunicado.

Desde a assinatura do pacto, em 2004, os navios-patrulha dos dois países tinham acertado medidas como utilizar uma longitude de onda comum para algumas transmissões, assim como luzes ou bandeiras para marcar suas respectivas posições.

O anúncio acontece depois que, na terça-feira, o regime norte-coreano decretou a ruptura de todos seus laços com a Coreia do Sul, um dia depois que Seul aprovou a paralisação do comércio bilateral.

Em seu comunicado, os militares norte-coreanos advertiram também que estudam o bloqueio total do trânsito dos sul-coreanos no parque industrial conjunto de Kaesong, em território norte-coreano, considerado símbolo da futura reunificação coreana.

Na quarta-feira, o Governo de Kim Jong-il expulsou do complexo os oito funcionários sul-coreanos que trabalhavam no local.

Uma investigação internacional concluiu há uma semana em Seul que o naufrágio do navio sul-coreano "Cheonan" foi causado por um torpedo norte-coreano, o que a Coreia do Norte nega.

Os militares norte-coreanos insistiram que seu país responderá "sem piedade" à "guerra psicológica" que Seul deve iniciar com propaganda através de alto-falantes na fronteira e o envio de panfletos.

Também asseguraram que Pyongyang cortará imediatamente a linha de comunicação intercoreana utilizada para casos de emergência e reiteraram que não autorizarão a passagem de navios e aviões sul-coreanos por seu território.

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