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28/05/2010 - 00h18 / Atualizada 28/05/2010 - 00h36

BP retoma operações para tentar conter vazamento de petróleo

Washington, 27 mai (EFE).- A British Petroleum (BP) retomou nesta quinta-feira as operações para tapar o vazamento no Golfo do México após parar durante algumas horas para analisar a efetividade da injeção de fluidos pesados e barro que estão realizando, informou a Guarda Litorânea.

A BP ordenou a continuidade da operação horas depois que o diretor-geral de operações da companhia, Doug Suttles, anunciou em entrevista coletiva a suspensão temporária dos trabalhos.

Suttles garantiu que a suspensão não indicava que a operação não estava indo bem, mas era uma questão de procedimento.

A empresa iniciou na quarta-feira uma operação para vedar o poço mediante a injeção de um fluido composto por uma mistura de água, argila e químicos, à qual se somarão depois camadas de cimento.

Segundo o diretor, a companhia começou a injetar lodo e fluidos pesados a 1.500 metros de profundidade na tarde da quarta-feira, depois parou a operação durante a noite para supervisionar o trabalho e injetar mais 2,4 milhões de litros de barro antes de continuar os trabalhos, que foram paralisados por mais algumas horas.

Os resultados demorarão "24 horas ou talvez um pouco mais a aparecer, mas continuaremos fazendo o trabalho", afirmou Suttles.

Caso esta opção falhe, estão sendo analisadas outras operações, como a "junk shot" que consiste em introduzir uma variedade de materiais a alta temperatura, como peças de borracha, que circulariam pelo tubo para bloquear o vazamento.

A empresa pode incluir todo tipo de elementos que sirvam para tapar o vazamento, incluindo objetos como bolas de golfe.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, visitará nesta sexta-feira o estado da Louisiana pela segunda vez para supervisionar de perto as tarefas de luta contra o derramamento de petróleo, que já dura cinco semanas desde que aconteceu a explosão e o posterior afundamento de uma plataforma petrolífera operada pela BP.

Este vazamento de petróleo já é o pior na história dos EUA, e muito maior que o provocado pelo acidente do petroleiro Exxon Valdez no Alasca em 1989, quando foram derramados mais de 40 milhões de litros.

A diretora do Serviço Geológico dos EUA, Marcia McNutt, disse que os cálculos preliminares realizados por um painel de cientistas indicam que o poço aberto deixou fluir entre 71 e 147 milhões de litros de petróleo no mar desde o acidente do último dia 20 de abril, quando morreram 11 pessoas.

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