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28/05/2010 - 00h30 / Atualizada 28/05/2010 - 05h44

Câmara dos EUA aprova veto a lei que proíbe gays declarados no Exército

A Câmara de Representantes dos Estados Unidos se uniu a uma comissão do Senado e votou nesta quinta-feira (27) a favor da revogação da lei que proíbe que os homossexuais que servem nas Forças Armadas declarem abertamente sua orientação sexual, sob pena de expulsão.

Com 235 votos a favor e 194 contra, a Câmara aprovou uma medida similar à que horas antes tinha sido votada pelo Comitê das Forças Armadas do Senado para acabar com a lei "Don't ask, Don't tell" ("não pergunte, não diga"), que só permite que homossexuais sirvam ao Exército se mantiverem sua orientação sexual em segredo.

Este é só mais um passo na revogação da lei, que ainda tem que passar pelo plenário do Senado, que deve votar a medida no próximo mês.

Tanto na Câmara quanto no Senado a medida fará parte de um projeto de lei sobre despesas de defesa do país.

O secretário de Defesa, Robert Gates, deu seu apoio à medida, embora tenha sido destacada a importância do relatório que avaliará as implicações desta possível decisão após 17 anos de vigência da lei.

A maioria dos democratas votou a favor, mas 26 se opuseram a seus colegas votaram contra, enquanto cinco republicanos votaram a favor.

Para virar lei, a proposta tem que ir ao plenário do Senado e ser aprovada pelas duas Casas do Congresso.

Dinheiro para o Iraque e Afeganistão

Também nesta quinta-feira (27), o Senado dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei para destinar US$ 60 bilhões para financiar as guerras do Iraque e do Afeganistão, principalmente o aumento de tropas no país centro-asiático.

A medida foi aprovada com 67 votos a favor e 28 contra, após a rejeição de uma série de emendas como o envio de seis mil tropas à fronteira do México, proposta pelo senador republicano John McCain.

Um total de US$ 33,5 bilhões (mais que a metade dos fundos) será destinado ao Pentágono, sobretudo para financiar o envio de 30 mil soldados ao Afeganistão, medida que foi anunciada pelo presidente Barack Obama em dezembro do ano passado.

Também há US$ 5 bilhões para prevenir possíveis desastres e US$ 1 bilhão ao Haiti para a recuperação após o terremoto que destruiu o país no último dia 12 de janeiro.

O projeto de lei inclui ainda um fundo para que a Guarda Litorânea receba uma antecipação de até US$ 100 milhões para pagar pela resposta federal ao derramamento no Golfo do México.

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