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28/05/2010 - 09h06 / Atualizada 28/05/2010 - 09h57

Dados e informações gerais sobre a Colômbia

Bogotá, 28 mai (EFE).- Dados gerais da Colômbia, que realiza eleições presidenciais no próximo domingo, dia 30 de maio.

SUPERFÍCIE: 1.141.748 quilômetros quadrados, divididos em 32 departamentos (estados).

POPULAÇÃO: 45 milhões de habitantes (2009).

CAPITAL: Bogotá, com 7,4 milhões de habitantes.

IDIOMA: Espanhol e dialetos indígenas.

RELIGIÃO: Majoritariamente católica. O Estado, não confessional, reconhece em igualdade de condições outras religiões.

FORMA DE GOVERNO: A República da Colômbia é regida pela Constituição de 1991.

O Poder Executivo é exercido pelo presidente, eleito pelos cidadãos para um mandato de quatro anos. Se nenhum candidato conquistar a maioria absoluta no primeiro turno, é realizado um segundo. Por conta de uma reforma da Constituição em 2005, o presidente pode ser reeleito uma vez.

O poder legislativo reside no Congresso Nacional, formado pelo Senado, com 102 membros, e a Câmara de Representantes (Câmara Baixa), que tem 166.

Forças Armadas: 434.754 membros (2009): 237.000 do Exército, 34.620 da Marinha, 13.134 da Força Aérea e 150.000 da Polícia.

ECONOMIA: A moeda nacional é o peso (US$ 1 = 1.990 pesos em maio de 2010).

Em 2008, o Produto Interno Bruto (PIB) foi de US$ 240,832 bilhões, e a renda per capita de US$ 4.988,8, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).

A economia colombiana cresceu 0,4% em 2009, segundo o Departamento Administrativo Nacional de Estatística (Dane).

Em 2009, a inflação foi de 2%, a taxa mais baixa em 54 anos, e cinco pontos abaixo da registrada em 2008; o desemprego se situou em 12%; as exportações totalizaram US$ 32,853 bilhões, e as importações somaram US$ 31,187 bilhões.

EVOLUÇÃO POLÍTICA (desde 1994).

Chega à Presidência o liberal Ernesto Samper. Nesses anos a violência de guerrilhas e narcotráfico alcançou níveis históricos.

Com o presidente conservador Andrés Pastrana (1998-2002) foi acertado o apoio dos Estados Unidos ao Plano Colômbia para a luta contra o narcotráfico e as guerrilhas. Além disso, se iniciaram negociações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional (ELN), mas as conversas fracassaram.

Enquanto isso, houve o crescimento das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), organização paramilitar de extrema direita criada nos anos 80 em zonas rurais para combater em princípio as guerrilhas.

Em 2002, Álvaro Uribe, que deixou o Partido Liberal e formou sua própria legenda, sucedeu Pastrana e, após uma reforma constitucional, foi reeleito em 2006.

Durante seu Governo, conseguiu a desmobilização das AUC (cerca de 31.000 paramilitares) e se iniciou a Lei de Justiça e Paz, que outorga benefícios penais aos combatentes dos grupos armados ilegais que abandonam as armas.

Também foram extraditados aos Estados Unidos chefes paramilitares e do narcotráfico, o que representou um duro golpe contra as Farc.

No final de 2006 explodiu o grande escândalo da "parapolítica", que levou a investigar conexões entre políticos e paramilitares e que gerou a detenção de mais de 70 congressistas aliados a Uribe.

Em março de 2008, o Exército bombardeou um acampamento da guerrilha no Equador e matou o número dois das Farc, "Raúl Reyes"; cinco meses depois, resgatou 15 reféns da guerrilha, entre eles a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt.

O ano de 2008 também ficou marcado pela morte do fundador das Farc, Manuel Marulanda, conhecido como "Tirofijo". Desde então, a guerrilha libertou vários reféns.

Correligionários de Uribe promoveram desde então uma polêmica Lei de Referendo para possibilitar sua segunda reeleição. A lei recebeu o sinal verde do Congresso, mas em fevereiro de 2010 a Corte Constitucional detectou irregularidades no procedimento e impediu que Uribe se apresentasse às eleições do próximo dia 30.

Em março de 2010, foram realizadas eleições legislativas, vencidas pelos partidos de direita.

Na política externa, Uribe estreitou vínculos com os Estados Unidos, país que forneceu mais de US$ 6 bilhões desde 2000 ao Plano Colômbia.

As relações com os Governos esquerdistas de Venezuela e Equador, por outro lado, pioraram muito. A tensão com esses dois países se intensificou após o ataque militar de 2008 a um acampamento das Farc em território do Equador, o que levou o Governo equatoriano a romper relações diplomáticas com a Colômbia, situação que ainda não se normalizou.

Com a Venezuela, as relações se deterioraram ainda mais em 2009 pela autorização da Colômbia para o uso de bases militares por tropas americanas e as acusações de Bogotá sobre um suposto desvio de armas venezuelanas às Farc. Em julho de 2009, Chávez congelou as relações diplomáticas e comerciais com a Colômbia, o que motivou uma queda histórica do comércio bilateral.

Em maio de 2010, a Colômbia assinou um acordo de livre-comércio com a União Europeia (UE) em cúpula realizada em Madri.

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