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28/05/2010 - 09h06 / Atualizada 28/05/2010 - 09h57

Mockus, o filósofo e matemático que quer liderar a mudança na Colômbia

Àlex Cubero.

Bogotá, 28 mai (EFE).- Apoiado por uma grande mobilização social e por sua bem-sucedida passagem como prefeito de Bogotá, o filósofo, matemático e candidato à Presidência da Colômbia pelo Partido Verde, Antanas Mockus, se ofereceu para liderar a mudança em seu país com uma agenda baseada na educação e na "legalidade democrática".

No começo do ano, quando ocupava uma posição discreta nas pesquisas de intenção de voto, poucos apostariam em Mockus, o "menos político" de todos os candidatos colombianos.

Nascido em Bogotá, no dia 25 de março de 1952, o ex-prefeito desta capital em dois períodos (1995-1997 e 2001-2003), e que reconheceu sofrer do mal de Parkinson, surgiu como principal alternativa a Juan Manuel Santos, o candidato do presidente Álvaro Uribe e um dos personagens mais poderosos do país.

Aurelijus Rutenis Antanas Mockus Sivickas, de ascendência lituana e pai de quatro filhos, se lançou como "terceira via" frente a "segurança democrática" de Uribe e revolucionou as pesquisas, apoiado por uma impressionante resposta em redes sociais da internet, como Twitter e Facebook, onde é o sétimo político mundial com mais seguidores.

Além disso, sua decisão de formar chapa com o ex-prefeito de Medellín Sergio Fajardo multiplicou suas chances, pelo fato de o candidato a vice ter assumido essa cidade como uma das mais castigadas pela violência e a ter transformado em uma das mais modernas da América Latina.

Uma soma de doutores em Matemática refletida em lápis e girassóis, símbolos de sua campanha, que representam a educação e a paz.

O menino prodígio Mockus aprendeu a ler aos 2 anos. Depois de adulto, formou-se em Filosofia e Matemática na Universidade de Dijon (França) e foi nomeado Doutor Honoris Causa pela Universidade de Paris VIII e a Universidade Nacional da Colômbia.

Em 2004, foi professor visitante na Universidade de Harvard e um ano depois foi pesquisador em Oxford.

O candidato verde começou a ser conhecido quando, sendo reitor da Universidade Nacional, baixou as calças e mostrou as nádegas para um auditório em resposta ao barulho feito pelos estudantes que não permitia que seguisse com sua conferência.

Suas originais iniciativas, como se casar em um circo com sua atual esposa, a trabalhadora social Adriana Córdoba, foram aplicadas no Governo de Bogotá, com criativas políticas de estímulo da cultura cidadã.

Mockus se transformou em um "cidadão perfeito" em Bogotá, saindo para trabalhar de bicicleta e aparecendo na televisão ensaboando-se no chuveiro com a torneira fechada para estimular a economia de água.

Além disso, distribuiu milhões de cartões amarelos e vermelhos para a população, com o intuito de que se qualificassem entre si.

Esse respeito pela lei e a confiança mútua é o que agora mais lhe respalda como candidato à Presidência, um objetivo que tentou sem sucesso alcançar em 1998 e 2006, mas que parece mais próximo que nunca.

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