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28/05/2010 - 12h57 / Atualizada 28/05/2010 - 13h23

No Rio, Moratinos propõe seminário sobre proteção de minorias cristãs

Rio de Janeiro, 28 mai (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, propôs hoje a realização, no marco da Aliança de Civilizações, de um seminário sobre a proteção das minorias cristãs, com o objetivo de garantir a liberdade religiosa e seu exercício.

Moratinos discursou no Rio de Janeiro na abertura do III Fórum da Aliança de Civilizações, representando o presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, que decidiu não assistir à reunião para acompanhar as medidas contra a crise econômica na Espanha.

Em seu discurso, o titular de Exteriores lembrou a recente conferência sobre liberdade religiosa que a aliança realizou este mês em Córdoba, sua "cidade política", e propôs organizar, como continuação, um seminário centrado na proteção das minorias cristãs, um projeto que já conta com o apoio da Itália.

Pouco antes de viajar para o Rio, Moratinos rejeitou no Senado espanhol a expulsão de cristãos do Marrocos e garantiu que o Governo da Espanha transferiu sua preocupação às autoridades de Rabat e seguirá exigindo respeito a todos os credos.

O ministro não citou nenhum caso concreto no fórum, mas fontes de seu departamento destacaram a necessidade de dar uma resposta à inquietação de muitos católicos e cristãos em países onde são minoria.

Moratinos, que não fez referência à ausência de Zapatero, tomou a palavra no plenário depois dos discursos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon; e do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, impulsor junto a Zapatero da Aliança de Civilizações.

Além disso, o ministro de Exteriores espanhol alertou sobre as "tensões culturais" que podem surgir como consequência da crise econômica e defendeu a luta contra a xenofobia e o racismo a partir do respeito e do diálogo.

Ele disse que esses também são os valores necessários para que o mundo saia da crise com maior justiça e equidade e defendeu a urgência de trabalhar por uma gestão política da globalização.

Moratinos citou a incorporação dos Estados Unidos ao "Grupo de Amigos da Aliança de Civilizações", que, segundo ele, é uma amostra de que o presidente Barack Obama é consciente de que a iniciativa permitirá seu país a trabalhar de forma mais comprometida com outras nações e organizações internacionais, para enfrentar os desafios do século XXI.

Segundo ele, a aliança não é uma simples iniciativa que procura tramitar a diversidade cultural e contribuir com o diálogo interreligioso, mas quer ser, antes de tudo, "um instrumento inovador e eficaz em matéria de diplomacia preventiva".

Neste contexto, denunciou o risco de que organizações violentas se aproveitem do desespero gerado pela pobreza e pediu que todos os países não usem a crise econômica como uma desculpa para não cumprirem os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU.

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