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28/05/2010 - 18h40 / Atualizada 11/06/2010 - 14h12

Vazamento de petróleo é um "ataque" ao litoral e à população, diz Obama

Washington, 28 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assegurou hoje que o vazamento de petróleo no Golfo do México é "um ataque" ao litoral, à população e à economia regional.

O presidente americano visitou hoje a costa da Louisiana para inspecionar o dano causado pelo vazamento, que se transformou no pior derramamento de petróleo da história.

Em declarações após uma reunião informativa com os responsáveis da resposta contra o derrame, Obama anunciou que ordenou triplicar o pessoal federal que combate a maré negra. Até agora, o Governo tinha destinado 20 mil pessoas para estas tarefas.

"Vocês não estão sozinhos e não vamos deixá-los para trás. Vamos resolver isto e não retrocederemos até que o problema tenha acabado. Essa é minha promessa a vocês em nome desta nação, uma promessa que vamos cumprir", ressaltou Obama, que, como tinha declarado na quinta-feira, disse: "Como presidente, o responsável final sou eu".

Ainda se desconhece se as últimas tentativas da empresa responsável pelo vazamento, British Petroleum (BP), surtiram efeito, por tapar o poço através de uma injeção de lodo pesado.

Obama fez um apelo à calma ao assegurar que "se essa operação não tiver sucesso, contamos com uma equipe, liderado por nosso secretário de Energia e Prêmio Nobel, Steve Chu, que analisa todas as alternativas".

Em sua segunda visita em três semanas à Louisiana, Obama sobrevoou a região afetada, percorreu uma das praias poluídas e teve uma sessão informativa com o responsável da coordenação na resposta ao vazamento, o almirante Thad Allen, entre outros.

O presidente, que na quinta-feira defendeu energicamente a resposta do Governo ao incidente, enquanto se multiplicam as críticas a essa gestão, visitou esta manhã junto com Allen e com a presidente do condado, Charlotte Randoplh, a praia de Fourchon Beach.

Obama pôde comprovar como o acesso ao mar estava bloqueado por fita amarela inscrita com a palavra "perigo" e a margem, coberta com boias absorventes para recolher o petróleo.

Em camisa branca, o presidente se inclinou sobre a areia para recolher pequenas bolas de alcatrão.

Em breves declarações à imprensa que o acompanhava, Obama disse que tinha visto um casal de golfinhos a uns 30 metros da margem, um sinal que a vida silvestre corre perigo.

Enquanto Obama visitava a região, a BP continua os trabalhos para tentar deter o fluxo de petróleo.

O executivo-chefe da BP, Tony Hayward, disse hoje que ainda vai levar dois dias em saber se funciona a injeção de lodo pesado para selar o poço.

Imagens da fuga mostram jatos de fluído saindo do encanamento quebrado, mas Hayward esclareceu na rede "CNN" que o que se escapa é "quase tudo lodo, que não é tóxico, é em sua maioria água".

O vazamento começou depois que uma explosão destruísse no dia 20 de abril a plataforma "Deepwater Horizon", administrada pela BP, em um incidente que matou 11 trabalhadores.

As autoridades inicialmente calcularam que escaparam 5.000 barris de petróleo por dia no vazamento, mas agora estimam que o volume está em entre 12 mil e 19 mil barris por dia, o que transforma este vazamento no maior da história dos EUA.

Hayward a princípio minimizou o impacto ecológico, visto que o petróleo não tinha chegado à costa, mas hoje disse na "CNN" que "se trata claramente de uma catástrofe meio ambiental".

A BP começou na quarta-feira a introduzir lodo pesado nos encanamentos quebrados no fundo do oceano, a 1.500 metros sob a superfície.

Na quinta-feira parou temporariamente a injeção de material para analisar sua eficácia e levar mais barro para área do desastre.

Esse mesmo dia, retomou os trabalhos com a introdução de uma variedade de materiais a alta temperatura, como peças de borracha, uma operação que terminou hoje, segundo Hayward, que disse que a BP continuará agora com a injeção de lodo pesado.

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