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29/05/2010 - 07h47 / Atualizada 29/05/2010 - 07h59

Ante indiferença da China, Japão e Seul lutam por sanções a Pyongyang

Seul, 29 mai (EFE).- A cúpula entre Coreia do Sul, Japão e China começou hoje marcada pela crescente tensão na península coreana e com uma certa pressão sobre Pequim para que adote uma postura crítica a seus aliados de Pyongyang.

O presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, e o primeiro-ministro do Japão, Yukio Hatoyama, mostraram sua unidade à ideia de levar o caso do navio "Cheonan", afundado em março com 46 pessoas a bordo, ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Já a China, principal aliado do regime do ditador Kim Jong-il, continua evitando falar sobre a real autoria do ataque ao navio, que uma investigação com especialistas estrangeiros na Coreia do Sul apontou como responsável um torpedo lançado de um submarino norte-coreano no Mar Amarelo (Mar Ocidental).

O ataque, um dos mais graves desde o fim da Guerra da Coreia (1950-53), elevou a tensão na península e levou Seul a suspender suas relações comerciais com o Norte e prometer que levará o caso ao Conselho de Seguranças, onde a China tem poder de veto.

O primeiro-ministro chinês, citado por um porta-voz do Governo da Coreia do Sul, disse hoje ao premiê sul-coreano, Chung Un-chan, que a China se opõe a qualquer ato que destrua a paz e a estabilidade na península coreana, e ofereceu suas condolências às famílias das vítimas do "Cheonan".

Na sexta-feira, em reunião com o presidente sul-coreano, Wen assegurou que a China não protegerá os responsáveis pelo ataque, mas frisou que Pequim ainda não confirma que a Coreia do Norte esteve por trás do incidente.

O primeiro-ministro sul-coreano, por sua vez, reiterou à China que o "Cheonan", de 1.200 toneladas, foi afundado pelo ataque de um torpedo norte-coreano e que isso "foi verificado por evidências definitivas derivadas de uma pesquisa científica e objetiva".

Apesar de a Coreia do Sul tentar que a China vá contra seu tradicional aliado, Pequim se mostrou distante disso nos últimos dias, à espera da revisão dos resultados da investigação sobre o ataque.

A Coreia do Sul iniciou uma ofensiva diplomática para levar o caso ao Conselho de Segurança e conseguir que a China adote uma postura que favoreça a imposição de novas sanções ao regime de Kim Jong-il.

Hatoyama prometeu hoje que o Japão "apoiará a Coreia do Sul no Conselho de Segurança" na tomada de medidas que punam a Coreia do Norte.

Além disso, Hatoyama, que prestou hoje uma homenagem às 46 vítimas do navio, louvou a calma de Lee na hora de enfrentar a resposta pelo incidente.

Apesar de tudo, a Coreia do Norte voltou ontem a reafirmar sua inocência no caso e rejeitou as conclusões da investigação realizada.

Embora o caso "Cheonan" tenha evidente destaque na reunião, os três países, com trocas comerciais cada vez maiores entre si e 16% do Produto Interno Bruto (PIB) do mundo, defenderam o início de negociações para um tratado de livre-comércio.

Coreia do Sul, Japão e China aprovaram o estabelecimento, a partir de 2011, de um secretariado que articule a cooperação entre os três países em vários campos e favoreça projetos conjuntos.

O acordo faz parte de um esboço, com o horizonte em 2020, da criação de uma união econômica e comercial, ao estilo da União Europeia, entre Coreia do Sul, Japão e China.

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