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29/05/2010 - 14h53 / Atualizada 29/05/2010 - 15h06

Candidato colombiano diz que dialogaria com as Farc se libertassem reféns

Bogotá, 29 mai (EFE).- O candidato governista à Presidência da Colômbia, Juan Manuel Santos, deixou claro hoje que se ganhasse as eleições só negociaria com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) se a guerrilha libertasse todos os seus reféns e renunciasse ao terrorismo.

"Nós, nem o presidente (Álvaro) Uribe nem eu, fechamos definitivamente as portas para o diálogo, nem jogamos a chave no mar. Se há uma vontade real (...), se mostrarem que essa vontade existe, eu estaria disposto a dialogar" com as Farc, disse Santos, em Bogotá.

Mas o candidato pelo governista Partido Social da União Nacional e ex-ministro da Defesa de Uribe disse não ter recebido "esse sinal".

Por isso, afirmou que, "enquanto as Farc continuarem fazendo terrorismo, não há a menor possibilidade de um diálogo. Teria que haver um sinal muito claro, porque as experiências que tivemos de diálogo na Colômbia (foram) enganos, como aconteceu em El Caguán".

"Não queremos repetir essa história", enfatizou, ao lembrar o fracasso do diálogo do Governo do ex-presidente colombiano Andrés Pastrana com a guerrilha em El Caguán, uma extensa região do sul da Colômbia que foi desmilitarizada, levando ao fortalecimento das Farc e ao aprofundamento do conflito.

Santos enfatizou que "para começar, teriam que libertar todos os sequestrados, renunciar ao terrorismo, a qualquer ato terrorista, ao recrutamento de crianças e ao narcotráfico", assim como aos ataques à população civil.

O primeiro turno das eleições colombianas será realizado amanhã.

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