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29/05/2010 - 15h46 / Atualizada 29/05/2010 - 15h46

Eleições tchecas abrem as portas para coalizão de centro-direita

Gustavo Monge.

Praga, 29 mai (EFE).- As eleições legislativas realizadas hoje na República Tcheca abriram as portas para uma coalizão de centro-direita, com uma cômoda maioria na câmara baixa, apesar de o partido mais votado ter sido o socialista.

Trata-se da maioria teórica mais ampla de uma coalizão na história da jovem democracia. O novo acordo das forças de centro-direita está pendente de aceitação pelo Veci Verejne, um novo partido, que, com sua apresentação como movimento antissistema, obteve 11% dos votos, segundo o Escritório Estatístico Tcheco, após a apuração de 99%.

O conservador Partido Cívico Democrático (ODS), que obteve 20% dos votos, e o TOP 09, também conservador e com 17%, teriam juntos 117 deputados, sobre um total de 200 cadeiras parlamentares.

Com esta opção, o mais provável novo chefe do Governo tcheco será Petr Necas, de 45 anos, que assumiu a liderança do ODS depois do afundamento político do primeiro-ministro Mirek Topolanek há um ano.

O ODS gerou um sério revés eleitoral, já que nas eleições passadas obteve 35% dos votos, mas nestas conseguirá provavelmente formar Governo.

"Entendemos a mensagem dos eleitores por terem perdido credibilidade e capital político. Devemos refletir", disse Necas.

Já o favorito nas pesquisas eleitorais, o candidato do Partido Social Democrata (CSSD), o ex-primeiro-ministro Jiri Paroubek, apesar de ter conquistado mais votos, com 22,15% do apoio popular, reconheceu este sábado sua implícita derrota, ao declarar que "o país segue em direção deferente da oferecida pela social-democracia".

A vice-presidente do Veci Verejne, Katerina Klasnova, afirmou hoje que para pactuar uma aliança, exigirá que o ODS "afine mais em suas políticas anticorrupção".

Três líderes políticos apresentaram hoje sua renúncia: o chefe do Partido Verde e ex-ministro da Educação, Ondrej Liska; o líder dos democratas-cristãos (KDU-CSL) e ex-ministro de Assuntos Exteriores, Interior e Desenvolvimento Regional, Cyril Svoboda; e o do Partido das Liberdades Cívicas (SPOZ), o ex-primeiro-ministro Milos Zeman.

Já o presidente do país, Vaclav Klaus, fundador do ODS, qualificou o resultado das eleições de "golpe aos dois partidos majoritários".

A participação nas urnas foi de 62,53%, dois pontos percentuais abaixo das últimas eleições, realizadas há quatro anos, apesar de ser um número considerado "corrente para o país e para as democracias europeias", reconheceu Klaus.

O presidente do TOP 09, o ex-ministro de Exteriores Karel Schwarzenberg, desbancou os comunistas conquistando 17% dos votos e comemorou por "ter conseguido, 20 anos depois da queda do regime anterior", se transformar na terceira força política do país.

Os verdes e os democratas-cristãos saíram do Parlamento, depois de obterem 2,42% e 4,4% dos votos respectivamente, abaixo do mínimo dos 5% necessários para entrar no Parlamento.

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