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29/05/2010 - 18h35 / Atualizada 29/05/2010 - 18h35

Favoritos para eleições colombianas disputam votos na véspera

Esther Rebollo.

Bogotá, 29 mai (EFE).- Os favoritos para as eleições presidenciais colombianas realizadas amanhã, Juan Manuel Santos e Antanas Mockus, pediram hoje que os eleitores votem livremente, no pleito mais disputado da história recente do país, em um dia marcado por incidentes guerrilheiros isolados e fortes medidas de segurança.

Mockus e Santos, tecnicamente empatados nas pesquisas de intenção de voto, devem passar no domingo para um segundo turno, previsto para 20 de junho, quando se espera conhecer o sucessor de Álvaro Uribe, presidente da Colômbia durante oito anos e que, atualmente, conta com uma popularidade próxima de 75%.

Santos, ex-ministro da Defesa de Uribe, aproveitou a véspera das eleições para dar uma entrevista coletiva na qual chamou o pleito de "muito especial", por ser realizado em um "ambiente de paz e tranquilidade" sem precedentes.

"Apesar das diferenças pessoais e políticas (entre os candidatos), aconteça o que acontecer, a democracia sai fortalecida", disse Santos, que antecipou que estas "poderão ser as eleições mais seguras das últimas décadas".

O candidato governista atribuiu o bom ambiente às políticas de segurança do presidente Uribe, em cujo Governo, segundo ele, houve "falhas" que ele espera resolver e "grandes sucessos" que repetirá.

"Estas eleições servem para demonstrar ao mundo a mudança que a Colômbia sofreu para o bem. Por isso, que vença o melhor, o que o povo colombiano eleger", enfatizou.

Mockus, filósofo e doutor em Matemática, dedicou o dia a comunicar-se com seus seguidores, com o propósito de captar os votos que marcariam a diferença frente a Santos, através de redes sociais.

A internet o elevou surpreendentemente nas pesquisas de intenção de voto até se tornar um dos favoritos.

Em declarações aos jornalistas, Mockus também pediu o voto livre e consciente dos colombianos, depois de reconhecer que ele se absteve de votar até os 23 anos.

O candidato do Partido Verde pediu a seus concidadãos que votem "juntando a razão e o coração" porque, segundo ele, "a política é um tema de razões, são discutidos interesses, mas, sobretudo, há emoções".

Santos e Mockus fecharam assim uma campanha marcada pelo civismo e pela pluralidade de ideias, na qual participaram outros sete candidatos sem possibilidades de passar do primeiro turno.

O presidente Uribe se uniu aos pedidos para que os eleitores vão às urnas e reiterou aos colombianos que não se deixem "intimidar" pelas "ameaças" do exterior ou do terrorismo.

Enquanto Bogotá vivia o dia de hoje em calma, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que convocaram um boicote às eleições, protagonizaram vários incidentes isolados nos departamentos de Cauca (sudoeste) e Caquetá (sul).

Pelo menos duas crianças morreram em Cauca depois que, durante um enfrentamento com militares, os guerrilheiros lançaram uma bomba contra uma casa no povoado de El Plateado.

Também em Cauca, a caravana do general da Polícia Gustavo Adolfo Ricaurte foi atacada com granadas e rajadas de fuzil por supostos membros das Farc, deixando um segurança ferido.

Em Caquetá, outra região com forte presença das Farc, dois soldados morreram e outros três ficaram feridos depois de passarem por um campo minado.

Diante deste panorama, as Forças Militares e a Polícia Nacional se mantêm em alerta máximo em todo o país, com o desdobramento de mais de 350 mil soldados que buscam evitar qualquer tentativa de atentado por parte da guerrilha.

Deste modo, a Polícia tentará garantir a segurança dos quase 30 milhões de colombianos, para que possam ir às urnas e exercer seu direito ao voto em liberdade amanhã, nos mais de 1.100 municípios do país.

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