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29/05/2010 - 20h43 / Atualizada 29/05/2010 - 20h55

Israel considera "hipócrita" documento final da conferência do TNP

Jerusalém, 29 mai (EFE).- Israel considerou o documento final estipulado na sexta-feira na conferência de revisão do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) "profundamente errôneo e hipócrita", por não fazer alusões ao Irã.

Em comunicado, o Governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, assegura que o texto, aprovado por consenso pelos 189 signatários do tratado, "ignora as realidades do Oriente Médio e as verdadeiras ameaças enfrentadas pela região e pelo mundo inteiro".

Segundo o texto, a declaração "aborda Israel, a única verdadeira democracia do Oriente Médio e o único país ameaçado de aniquilação, mas nem sequer menciona o regime terrorista do Irã, que está em uma corrida para desenvolver armas nucleares e ameaça abertamente apagar Israel do mapa", acrescenta a nota.

O texto do TNP pede que Israel se torne signatário do tratado e convoca uma conferência para 2012, com o objetivo de criar uma zona livre de armas nucleares no Oriente Médio.

O Estado judeu mantém uma política de ambigüidade: não confirma nem desmente seu arsenal nuclear, cuja existência a comunidade internacional dá por certa e que foi revelada por um ex-técnico da central de Dimona, que teve que enfrentar uma pena de 18 anos de prisão. Estima-se que Israel tenha entre 200 e 300 ogivas.

No comunicado, Israel lembra que não assinou o TNP e que, portanto, "não é obrigado" a cumprir as decisões tomadas na conferência, qualificada de "bem-sucedida" pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

Israel também deixa claro que não aprova o documento final, por seu "caráter distorcido".

"O verdadeiro problema com as armas de destruição em massa no Oriente Médio não tem a ver com Israel, mas com os países que assinaram o TNP e o violaram descaradamente: Iraque, sob o regime de Saddam (Hussein), Líbia, Síria e Irã".

Por isso, o documento "não só fracassa para fazer avançar a segurança regional, mas de fato a faz retroceder".

"Quanto a suas consequências práticas para Israel, tomamos nota dos importantes esclarecimentos feitos pelos Estados Unidos sobre sua política", acrescenta o comunicado, em aparente alusão às garantias de Washington de que Israel manterá sua hegemonia militar na região.

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