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31/05/2010 - 19h09 / Atualizada 31/05/2010 - 19h19

Artista franco-americana Louise Bourgeois morre aos 98 anos em Nova York

Nova York, 31 mai (EFE).- A artista franco-americana Louise Bourgeois, conhecida por suas esculturas abstratas, morreu hoje em Nova York aos 98 anos de idade, no hospital Beth Israel, onde estava internada havia algum tempo.

A diretora do estúdio da artista e escultora nascida em Paris em 1911 informou hoje sobre seu falecimento.

A artista francesa era muito conhecida por seus trabalhos abstratos e surrealistas, especialmente suas esculturas e desenhos, alguns deles muito conhecidos, como a gigantesca aranha em bronze, de mais de nove metros de altura, intitulada "Mamam".

Louise se mudou para Nova York nos anos 40 e passou toda a sua carreira nos Estados Unidos, exercendo grande influência em artistas jovens.

As esculturas da artista franco-americana, realizadas em aço, bronze, vidro, madeira ou pedra, refletiam em algumas ocasiões um conteúdo sexual explícito. Entre elas está a provocativa "Fillette", que tem um formato fálico.

Louise fez pinturas, trabalhos em papel, madeira e vidro, assim como murais de objetos coletados nas ruas e esculturas de diferentes materiais, como mármore, metal, plástico e látex.

Em 2008, o museu Guggenheim de Nova York dedicou uma exposição retrospectiva a sua extensa carreira, que percorria todos os aspectos criativos da artista francesa.

Nascida em Paris em 1911, desde muito pequena, Louise ajudava seus pais nos negócios de restauração de tapetes.

Mais tarde, iniciou seus estudos artísticos na capital francesa, com artistas da grandiosidade do pintor Fernand Léger, antes de se mudar para Nova York em 1938, já casada com o historiador de arte americano Robert Goldwater.

Na cidade americana, permaneceu na vanguarda das artes visuais durante sete décadas, configurando uma singular visão criativa com toques de surrealismo, expressionismo, pós-minimalismo e arte abstrata.

Quando o Guggenheim organizou sua retrospectiva, a artista supervisionou a mostra e disse que sua extensa carreira tinha sido influenciada significativamente pelos traumas de sua infância, provocados pela perda de uma mãe jovem e a traição de seu pai, que manteve uma relação com sua professora de inglês.

Nos anos 90, criou suas famosas "Cells", obras em forma de pequenos quartos cercados, nos quais colocava tanto seus objetos quanto os recolhidos nas ruas.

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