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31/05/2010 - 10h44 / Atualizada 31/05/2010 - 12h14

Casa Branca se diz preocupada com ataque à frota, mas não condena Israel


Em Washington

A Casa Branca se declarou "preocupada" com o ataque israelense a uma frota humanitária que se dirigia a Gaza e que resultou na morte de ao menos 14 pessoas, mas se recusa a condenar o que qualificou como um "incidente" e uma "tragédia".

Veja imagens do ataque israelense


"Os Estados Unidos lamentam profundamente a perda de vidas e os feridos e está atualmente trabalhando para entender as circunstâncias que rodeiam esta tragédia", disse o porta-voz do Governo americano, Bill Burton.

De acordo com a rede de televisão "NBC", havia 11 americanos na "Frota da Liberdade", entre eles um ex-embaixador e um antigo funcionário do Departamento de Estado.

Segundo a emissora de televisão "Canal 10" ao menos 14 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas hoje no ataque do Exército de Israel à frota, formada por seis navios que transportavam mais de 750 pessoas que levavam ajuda humanitária a Gaza, em uma ação que causou comoção e indignação na comunidade internacional.

No entanto, os Estados Unidos não condenaram diretamente o ataque.

A ação de Israel põe o Governo do presidente dos EUA, Barack Obama, em uma situação complicada, pois coloca em perigo as negociações indiretas entre israelenses e palestinos, que começaram recentemente sob a mediação do enviado especial americano, George Mitchell.

Obama, que insistiu na retomada do diálogo, devia se reunir na terça-feira com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e no dia 9 de junho com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

Abbas qualificou o ataque de "massacre", enquanto que Israel responsabilizou à "Frota da Liberdade" pelo incidente, pois assegura que seus tripulantes "atacaram os soldados israelenses", segundo o Ministério de Exteriores.

O Exército israelense reconhece em comunicado a morte de dez ativistas durante a tomada de controle das embarcações, que aconteceu nesta madrugada a cerca de 20 milhas da faixa palestina.

Confira a repercussão internacional

Turquia Tomando como alvo civis inocentes, Israel mostrou mais uma vez que não se preocupa com a vida humana, nem com as iniciativas pacíficas. Condenamos fortemente esta prática desumana de Israel. (...) Este incidente, que aconteceu em águas internacionais abusando da lei internacional, terá consequências impossíveis de compensar. (...) Não importa qual seja a razão, esta ação contra civis que atuam com propósito humanitário é impossível de aceitar. Israel terá que enfrentar as consequências de seu comportamento e da violação das leis internacionais" - Ministério de Assuntos Exteriores da Turquia
Autoridade Nacional Palestina (ANP) "O que Israel cometeu contra os ativistas da 'Frota da Liberdade' é um massacre" - Mahmoud Abbas, presidente da ANP
Irã "O ato desumano do regime sionista contra o povo palestino e o fato de impedir que a ajuda humanitária destinada à população chegasse a Gaza não é um sinal de força, e sim de fragilidade deste regime" - Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã
França "Tomaremos todas as medidas necessárias para evitar que esta tragédia provoque novas escaladas de violência" - Bernard Kouchner, ministro de Exteriores
Alemanha "Os governos da Alemanha sempre reconheceram o direito de defesa de Israel, mas este direito deve acontecer dentro de uma resposta proporcional. À primeira vista, não parece ser o que aconteceu" - Ulrich Wilhelm, porta-voz do governo da Alemanha
ONU "Estou chocado pelas informações de que há mortos e feridos nos barcos que levavam ajuda a Gaza. Condeno estas violências. É vital que se realize uma investigação completa" - Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU
EUA "Os Estados Unidos lamentam profundamente a perda de vidas humanas e o saldo de feridos, e atualmente tentam entender as circunstâncias nas quais aconteceu a tragédia" - Bill Burton, porta-voz da Casa Branca
Rússia "Moscou condena o incidente e expressa nesta ocasião sua profunda preocupação a respeito do fato de que membros do comboio humanitário tenham morrido ou sido feridos. É preciso esclarecer esta situação. É evidente que a utilização de armas contra civis e a prisão em mar aberto sem motivos legais constituem uma violação grosseira das normas do direito internacional" - Comunicado oficial do governo russo

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