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31/05/2010 - 12h27 / Atualizada 31/05/2010 - 12h42

Conselho de Segurança terá reunião de urgência sobre ataque israelense

Nações Unidas, 31 mai (EFE).- O Conselho de Segurança das Nações Unidas fará uma reunião hoje com caráter de urgência para tratar o ataque do Exército israelense contra a frota de ajuda humanitária com destino a Faixa de Gaza, informou o órgão.

O órgão da ONU se reunirá a partir das 14h (horário de Brasília), a pedido de Turquia e Líbano, país que ocupa a Presidência temporária do Conselho.

Esta reunião ocorre depois de o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pedir a Israel "uma explicação urgente" e "uma investigação completa" sobre o ocorrido em frente ao litoral de Gaza.

O Exército israelense atacou hoje o comboio de seis navios liderado pela ONG turca IHH, com mais de 750 pessoas a bordo. Segundo informações do Exército, pelo menos dez pessoas morreram.

Além disso, 38 pessoas estão hospitalizadas de acordo com hospitais israelenses.

O ataque foi realizado por membros de uma unidade de elite do Exército israelense, a cerca de 20 milhas da faixa palestina.

Ban condenou hoje esse ataque e declarou se sentir "chocado com os relatórios sobre os mortos e feridos nos navios enquanto levavam suprimentos a Gaza, aparentemente em águas internacionais. Condeno essa violência".

O secretário-geral da ONU, que hoje se encontra em Campala (Uganda) participando da conferência de revisão do Tribunal Penal Internacional, considerou "vital que se realize uma investigação completa para determinar como se produziu esse derramamento de sangue".

"Acho que Israel deve viabilizar com urgência uma explicação total sobre o ocorrido", opinou Ban.

Ban pediu ao coordenador especial da ONU para o Oriente Médio, Robert Serry, e ao responsável da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (UNRWA), Filippo Grandi, que "de forma ativa peçam a contenção e assegurem que não ocorram mais danos, além de se coordenar com todas as partes relevantes" no conflito entre israelenses e palestinos.

Ban assinalou também que "ainda não estão claras" as causas do incidente.

Em Israel, a porta-voz de seu Exército, a comandante Avital Leibovitz, assegurou que os tripulantes da frota abriram fogo, tentaram apunhalar e lançaram pedras contra os soldados.

As autoridades israelenses sustentam que no navio se transportava armamento.

O Governo do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, que cancelou uma viagem à América Latina por causa deste incidente, anunciou que o ataque terá "consequências" e pediu uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU.

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