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31/05/2010 - 17h06 / Atualizada 31/05/2010 - 17h16

CS da ONU faz reunião de emergência sobre ataque de Israel

Nações Unidas, 31 mai (EFE).- O Conselho de Segurança das Nações Unidas se reúne hoje em caráter de urgência para tratar do ataque do Exército israelense à frota que levava ajuda para a Faixa de Gaza.

O Conselho, principal órgão de decisões das Nações Unidas, se reúne a pedido da Turquia e do Líbano, país que exerce a Presidência temporária do organismo.

O encontro acontece depois que o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu a Israel "uma explicação urgente" e "uma investigação completa" do ocorrido em frente à costa de Gaza.

O Exército israelense atacou na madrugada passada a frota, dirigida pela ONG turca IHH, deixando ao menos nove ativistas mortos, segundo Israel, e entre 30 e 60 feridos, de acordo com a imprensa local. Os seis navios e mais de 750 pessoas a bordo levavam mantimentos e produtos humanitários para Gaza.

O ataque aconteceu em águas internacionais, a cerca de 20 milhas da Faixa, e foi realizado por uma equipe de elite do exército israelense.

Ban condenou a agressão e se declarou "comovido com os relatórios sobre os mortos e feridos nos navios que levavam provisões a Gaza, aparentemente em águas internacionais". "Condeno essa violência", disse.

O secretário-geral da ONU, que hoje se encontra em Campala (Uganda) em uma conferência da revisão do tribunal penal internacional, considerou "vital que se realize uma investigação completa para determinar como se produziu esse derramamento de sangue".

"Acho que Israel deve proporcionar com urgência uma explicação total do ocorrido", afirmou Ban.

Ele pediu ao coordenador especial da ONU para o Oriente Médio, Robert Serry, e ao responsável da Agência da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, que "de forma ativa exijam à contenção e assegurem que não se produzirão mais danos, além de reunir-se com todas as partes relevantes" no conflito entre israelenses e palestinos.

Ban assinalou também que "ainda não estão claras" as causas do incidente.

Em Israel, a porta-voz do Exército do país, a comandante Avital Leibowitz, assegurou que os tripulantes abriram fogo, trataram de apunhalar e lançaram pedras nos soldados.

As autoridades israelenses sustentam o navio transportava armamento.

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