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31/05/2010 - 13h10 / Atualizada 31/05/2010 - 13h38

Libaneses e palestinos protestam contra ataque israelense a comboio naval

Beirute, 31 mai (EFE).- Libaneses e palestinos protestaram hoje contra o ataque israelense a vários navios de ajuda humanitária que estavam a caminho da Faixa de Gaza, algo que em Beirute foi condenado unanimemente pelas duas numerosas populações de cristãos e muçulmanos.

Dezenas de libaneses e palestinos protestaram em frente à sede da ONU em Beirute e pediram uma sessão urgente do Conselho de Segurança da ONU para julgar Israel sobre o caso, informou a imprensa local.

Os manifestantes, que içavam bandeiras libanesas e palestinas e cantavam slogans contra Israel, pediram também ao povo árabe que ocupe as embaixadas israelenses abertas, neste caso as do Cairo e de Amã, as duas únicas nações árabes que mantêm relações diplomáticas com Israel.

Nos campos de refugiados palestinos das regiões meridionais de Tiro e Sidon, convocou-se uma greve geral, enquanto os manifestantes protestaram nas ruas para condenar a agressão, informou a agência de notícias estatal "ANN". Todos os colégios em ditos campos fecharam hoje.

"Israel rejeita as leis internacionais e pisoteia nos direitos humanos", afirmou o secretário da coalizão palestina na região de Tiro, Abu Bilal Mari, que pediu "uma escalada da Intifada na Palestina".

O ataque contra a frota foi condenado, de modo unânime, por dirigentes políticos e membros religiosos libaneses, tanto cristãos quanto muçulmanos.

O presidente Michel Suleiman condenou o "massacre" cometido por Israel, que se acrescenta à lista de outros atos realizados pelo país vizinho.

"A tomada de um navio, que transportava voluntários libaneses, entre outros, assim como material humanitário e alimentício a um povo sitiado, é um crime contra a humanidade, que não pode admitir nenhuma lógica ou consciência", declarou Suleiman.

O líder disse que Israel deve assumir a responsabilidade pela vida dos civis a bordo dos navios e pediu às organizações humanitárias internacionais que intervenham de modo rápido para salvá-los.

Por sua vez, em comunicado, o movimento xiita libanês Hisbolá qualificou de "crime terrorista" a ação cometida pelas "forças de ocupação sionista contra civis inocentes que realizavam uma viagem de solidariedade humanitária com o povo sitiado em Gaza".

"Este odioso crime é a encarnação da arrogância dos dirigentes sionistas no poder, que aumentou com o passar dos anos com o apoio do Ocidente e a política equivocada de alguns regimes árabes, que causam estragos que aumentam cada vez mais", acrescenta o comunicado.

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