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31/05/2010 - 01h30 / Atualizada 31/05/2010 - 01h47

"Onda verde" de Mockus ainda mantém esperanças

Bogotá, 30 mai (EFE).- Os seguidores de Antanas Mockus, batizados durante a campanha eleitoral colombiana como "onda verde", passou do abatimento, quando ficaram sabendo dos resultados, à esperança, ao reconhecer que sua posição lhes permite chegar ainda à Presidência no segundo turno.

O otimismo com o qual os "verdes" começaram a jornada, na qual Mockus partia do empate técnico com o governista Juan Manuel Santos, segundo previam as pesquisas, veio abaixo quando o ex-prefeito de Bogotá foi superado por seu rival por 25 pontos nos resultados oficiais.

Na concentração dos seguidores de Mockus no Centro de Convenções de Bogotá, uma vez conhecidos os resultados, os girassois, um dos símbolos da campanha do filósofo e matemático, ficaram de lado um bom tempo, pois ninguém queria pegá-los.

Em um palco, um animador fazia esforços para levantar o ânimo de cerca de 1.500 seguidores de Mockus que estavam em um recinto enfeitado com centenas de balões verdes.

Mas à medida que as horas passavam, a "onda verde" recuperou a alegria, pois compreendeu que apesar de não serem os resultados que esperavam serviam para chegar ao segundo turno.

Também estavam conscientes de que após ocupar as últimas posições nas pesquisas há apenas três meses, tinham se erguido como a força opositora capaz de enfrentar tête-à-tête o governista Santos no dia 20 de junho próximo, quando acontece o segundo turno.

Essa recuperação de ânimo ficou patente no grito de "Sim, podemos", cantado com força por cada um que encheu o salão ao qual finalmente chegou Mockus.

Ladeado por sua esposa, Adriana Córdoba, e os ex-prefeitos de Bogotá, Enrique Peñalosa e Luis Eduardo Garzón, Mockus conseguiu animar seus seguidores.

Mockus, visivelmente emocionado, agradeceu a confiança depositada nele, que lhe permitiu se tornar um dos favoritos para a Presidência.

Ao mesmo tempo chamou seus seguidores para serem "o suficientemente inovadores" para alcançar a vitória, ressaltou a limpeza de sua campanha e pediu para não se "utilizar atalhos" para conseguir resultados.

Mockus, que ficou com 21,49% dos votos contra 46% de Santos, lançou mão do direito que lhe deu ser a segunda força eleitoral para pedir "alianças" antes do dia 20 de junho.

Em seu discurso, o candidato do Partido Verde reconheceu o trabalho não só de seus correligionários, mas também de seus oponentes, como o liberal Rafael Pardo, a conservadora Noemí Sanín, o esquerdista Gustavo Petro e Germán Vargas Lleras, do partido Mudança Radical Mockus disse contar com eles e confiou em que a força da "onda verde" será suficientemente forte para alcançar a Presidência da Colômbia e começar "a transformar o país".

Em um tom mais alto do que habitualmente utiliza em seus discursos, o candidato clamou para que quem se absteve de votar se movimente a favor da nova opção que os verdes representam.

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